quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

JUVENTUDE: O INTELECTUAL E O LÍDER


CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES
1917  – 2017
José Augusto da Câmara Torres
(* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 1998)
Jornalista, Educador, Advogado, Político
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A MUDANÇA PARA O RIO

Às duas horas da madrugada do dia 24 de dezembro 1932, às vésperas do Natal, José, Maria, José Augusto e Marconi, embarcam no navio Itanagé, com destino ao Rio de Janeiro. Seis dias depois, às oito horas da manhã do dia 30, desembarcam em frente ao Armazém Cinco do Cais do Porto do Rio de Janeiro. A família deve ter se hospedado por um período em alguma pensão carioca, então Distrito Federal, pois somente a 10 de fevereiro, José Augusto chega a Niterói, para morar. O pai é transferido oito dias antes para a capital do Estado do Rio de Janeiro. Chegando a Niterói, a Família de José Antunes Torres, vai morar numa casa alugada na Rua Visconde de Sepetiba, 1.870, no Centro da cidade. Somente no final de 1933, José Augusto, Marconi e os pais mudam para a Travessa Trajano de Morais, nº 28, no Bairro de Santa Rosa.

A 15 de março, José Augusto, após ser matriculado, começa a frequentar o 2º ano do Curso Ginasial do Colégio Salesiano Santa Rosa. No colégio conhece quem viria a ser o seu maior amigo, amigo da vida inteira, Dayl do Carmo Guimarães de Almeida, Dayl de Almeida, que, com ele, havia de percorrer caminhos semelhantes, paralelos, na vida estudantil, na atividade católica, no jornalismo, na política. Eram conhecidos como “irmãos xifópagos”. Até nas famílias que formaram pareciam caminhar juntos: José Augusto foi pai de oito filhos, Dayl, de sete.

Na mais antiga instituição de ensino salesiano do País, José Augusto deu prosseguimento à educação religiosa, ampla, disciplinada, severa, conservadora, iniciada no Colégio Santo Antônio, em Natal, como era do gosto dos seus pais. No Santa Rosa, ele receberia as maiores influências na sua formação intelectual e religiosa dos Padres Antônio Lajes, encarregado do Externato, Emílio Miotti e Orlando Chaves, os dois último diretores sucessivos, e dos clérigos Jaime Martins e Felix Kozvara. Entre os professores leigos, destaque para Francisco Portugal Neves e Antonio Mendes.

O ESTUDANTE SALESIANO

No primeiro mês de aulas, março de 1933, entre 34 alunos, obtém o 1º lugar, mas com procedimento “Regular”, em Boletim assinado pelo então Diretor, Padre Emílio Miotti. Termina 1933. José Augusto conclui o 2º ano ginasial com média 82.

José Augusto, com o uniforme diário do Salesiano,
já matriculado no segundo ano ginasial, doze dias após chegar a Niterói,
vindo de Natal, RN.
  (Arquivo Marcelo Câmara)
10.6.1933. José Augusto no segundo ano Ginasial,
com o uniforme de gala do Colégio Salesiano Santa Rosa.
(Acervo Marcelo Câmara)
De setembro de 1934 a maio de 1940, circulou, quinzenalmente, A Folha ColegialÓrgão Quinzenal dos Alunos do Colégio Salesiano Santa Rosa, editada pelo Padre Antônio Lages. A cada final de mês a Folha divulgava os nomes dos melhores alunos externos e internos, de todas as classes. De março de 1933 a dezembro de 1936, período da vida escolar salesiana de José Augusto, este esteve sempre no Quadro de Menção Honrosa de sua turma. José Augusto não era o primeiro, mas, sempre, um deles, bem colocado, no topo da lista. O Padre Lages, que gozava de grande prestígio no Colégio e influência sobre os alunos, assina, a cada número, artigos de fundo, geralmente de primeira página, de caráter moral, de educação e orientação religiosa, além de textos sobre Língua Portuguesa e a Linguagem Brasileira, sempre sob o pseudônimo de Brasílio Marajá.

José Augusto foi um dos fundadores, em 1934, da Congregação Mariana Nossa Senhora Auxiliadora, do Colégio Salesiano Santa Rosa, integrou, várias vezes, a sua diretoria e participava intensamente de todas as atividades escolares, culturais e religiosas, da escola, da Basílica e da Paróquia N. Sa. Auxiliadora.

O primeiro cartão de visitas, aos quinze anos.
(Acervo Marcelo Câmara)

Em outubro de 1934, José Augusto e os irmãos Dayl e Lyad de Almeida fundam a Academia São Francisco de Sales, no Colégio Salesiano, que será o braço cultural da Congregação Mariana, que promoveria eventos culturais, de Arte, principalmente de Literatura e Música, bem como conferências e debates sobre Política, Economia, Sociologia e Filosofia e temas da realidade da época que ultrapassariam o território do Colégio, muitas realizadas no Teatro Municipal João Caetano, de Niterói, repercutindo na Capital Federal e vários pontos do País. Personalidades da Cultura, da vida fluminense, carioca e nacional, eram, regularmente, convidadas a participar de eventos na Academia. José Augusto viria a ser o Presidente, por várias gestões, a partir de 1937.

Marconi, o único irmão,
cinco anos mais moço que José Augusto,
também, em 1933, estudante do Colégio Salesiano Santa Rosa.
(Acervo Marcelo Câmara)

LIDERANÇA ESTUDANTIL,
CATÓLICA E POLÍTICA


O Colégio Salesiano Santa Rosa foi a principal plataforma de lançamento do menino José Augusto para a vida social, cultural, religiosa, para se tornar um dos protagonistas no cenário da capital fluminense e do Distrito Federal, dentro do rico movimento intelectual e intenso ativismo político da mocidade, que marcou a década de 1930. No Colégio, e a partir do Santa Rosa, é que José Augusto se conformou plenamente como uma vocação para o Jornalismo, a Literatura, a Oratória, a Política, o Associativismo estudantil, a criação e gestão de instituições religiosas e culturais.

Foi nos eventos escolares, religiosos, gremistas e políticos que se forjou, se plasmou, irreversivelmente, o homem de jornal, o conferencista e palestrante, o professor, o ativista católico e político, o militante, o ensaísta e escritor, o intelectual, a notável liderança estudantil. E, foi, também, no Colégio Salesiano Santa Rosa, que foram plantadas as sementes do futuro jornalista profissional, educador, advogado e político. Durante o período de dez anos, de 1933 a 1943, no Colégio Salesiano, no Curso Pré-Jurídico do Liceu de Humanidades Nilo Peçanha e na Faculdade de Direito de Niterói, as vocações se consolidaram e se realizaram. O homem plural, a personalidade criativa e produtiva, o estudioso, o pesquisador, o intelectual, o profissional dinâmico e proficiente, sempre contemporâneo, se fundamentam definitivamente.

A FUNDAÇÃO DE ESPUMAS
A HISTÓRIA DE UM SONHO IMPRESSO


Dayl do Carmo (o futuro “Dayl ou Dail de Almeida”) tinha um ano a menos que José Augusto (o futuro “Câmara Torres"). Ambos eram católicos fervorosos, de famílias, com educação e condutas católicas. José Augusto convocou Dayl: “Vamos fazer um jornal?” Dayl duvidou: “Mas como? Onde? Com que recursos?” José Augusto retrucou: “Vamos conversar, planejar, levantar custos. Juntos, conseguiremos”. Dayl concordou: “Então, vamos ao desafio”. Dayl explica: “Quando conheci o Zé, ele tinha quinze anos. Convidou-me para fazer um jornal. O Zé já sabia tudo de jornal: redigia, revisava, titulava, paginava, diagramava, editava... Até de oficina gráfica, tipografia, linotipos, ele entendia, conhecia de tudo, sabia tudo de jornal.” Dayl acrescenta: “Essa intimidade com o Jornalismo ele confirmou no perído de mais de cinco anos de vida do jornal. Não só escrevia e editava com maestria, como transitava entre as máquinas das oficinas com naturalidade, como alguém que conhecia muito bem aquele mundo de máquinas, linhas de chumbo, clichês, tipos, provas, placas etc.


 
Dayl de Almeida, aos dezesseis anos, o maior amigo da vida inteira.
(Acervo Marcelo Câmara)

A 5 de junho de 1933, é lançado o primeiro número de Espumas. O nome, escolha de José Augusto, é uma referência, e reverência, a Espumas Flutuantes, título do único livro publicado em vida por Castro Alves. O jornal é lançado com periodicidade quinzenal, num formato pequeno 26,8 X 18. Os primeiros números variam em regularidade temporal: mensal e bimensal. “José Augusto Torres” é o diretor; “Dail do Carmo”, o gerente; e "Oton Barros", o tesoureiro. Este último se formou em Medicina e foi um grande especialista das áreas da Oftalmologia e Otorrinolaringolia, com atuação em Niterói. Mais tarde, as áreas se divorciaram e Oton Barros passou a atuar somente na segunda.

José Augusto escreve os editoriais de Espumas, os artigos de fundo, assina textos sob pseudônimos, edita o jornal. Porém, desde o início, os três – José Augusto, Dayl e Oton –  puyblicam. No terceiro número do jornal, de 1º de setembro de 1933, o formato do jornal quase dobra, passa a ser um pequeno tabloide, e aparecem os primeiros anúncios: Casa Borges Importação –Exportação; Depósito de Retalhos das Fábricas Reunidas da Cia. Ind. Brasileira de Meias e Rendas – Tecidos em Geral; Hervanario Sto. Onofre – essas três empresas sediadas no Centro da cidade de Niterói. Leiteria N. Sa. Auxiliadora; Armazém Belga; Farmácia Costa; Quitanda Tira-Teima; Açougue Sto. Agostinho; Armazem Adelino – essas, do Bairro de Santa Rosa. Também aparece o Expediente: Espumas – Jornal Bi-mensal – Correspondência – Visconde de Sepetiba, 187 ou Prefeito Ferraz, 391 NITEROI”, certamente as residências de José Augusto e Dayl respectivamente. No 6º número, informa-se, pela primeira vez, o preço do exemplar avulso: “200 reis”. Na 10ª edição, de 27 de maio de 1934, a equipe do jornal se amplia com outros grandes amigos de José Augusto: Carlos Guedes é o Auxiliar; Alberto Grabowsky é o Tesoureiro no lugar de Oton; Witeldson Costa Reis é o Secretário. Esta é a atual Diretoria, informada até o nº 12 do jornal. Há, ainda, os colaboradores e incentivadores que a Direção do jornal considera valiosos, como o Clérigo Ênio Martins, bem como aqueles, religiosos e leigos, que, além de incentivar os jovens, publicavam assiduamente.


Talento e ousadia: aos quinze anos, José Augusto funda e lança o segundo jornal da sua vida – Espumas.
Dayl é o gerente e Oton, o tesoureiro. No suplemento da 11ª edição, a 3 de junho do ano seguinte,
às vésperas do primeiro aniversário, o jornal publica o poema Espumas, de um leitor,
sob o pseudônimo de Mauzio, dedicado “Ao brilhante menino-jornalista José Augusto”.
(Acervo Marcelo Câmara)

Espumas era um jornal católico, de linha política nacionalista, que exaltava a nossa História, a nossa Literatura, as Artes, seus vultos, a Educação de qualidade, universal e gratuita, a Cultura Nacional, as vitórias e o progresso da Nação Brasileira.

DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA

A “onda” integralista inunda o País, contaminando, principalmente, as camadas mais predispostas e vulneráveis: os católicos, os nacionalistas e os anticomunistas. A juventude, organicamente idealista, revolucionária ou reformista, adere, aos milhares, com convicção e ardor patriótico, político e religioso.

A 6 de setembro de 1933, o jornalista e escritor Plínio Salgado, fundador e presidente da Ação Integralista Brasileira – AIB – no seu périplo político-doutrinário por todo o País, pregando a ideologia e criando células de atividades com a marca do Sigma (“”), décima oitava letra do alfabeto grego que significaria “a soma dos valores”, símbolo da AIB – visitou o Colégio Salesiano Santa Rosa, onde fez uma efusiva e emocionante conferência. O impacto e a repercussão devem ter sido poderosos, pois levou José Augusto a anotar a visita no seu caderno de anotações, uma espécie de diário extraclasse, entre os fatos marcantes da sua vida até então, desde a sua entrada no Grupo Escolar em Caicó até aquela data.

José Augusto e Dayl haviam fundado Espumas, um jornal “nacionalista e católico”, quinzenário. A edição de 13.10.1933, do Jornal do Brasil – JB, do Rio de Janeiro, noticia o lançamento do jornal, divulgando o nome dos dois jovens, o primeiro como Editor, o segundo como Gerente. E mais Othon Barros como Tesoureiro. “Que Espumas saiba vencer galhardamente são os nossos votos” – estima o JB.

Assim, no início da década de 1930, a ideologia do Integralismo, nascida em Portugal e aqui concebida por Plínio Salgado, ia se construindo, se expandindo surpreendentemente em todo o País, especialmente entre quatro setores sociais: a Igreja Católica, os Conservadores, os Nacionalistas ou Patriotas e os anticomunistas. A Democracia Liberal e os Comunistas eram os principais inimigos. O Brasil e o Povo Brasileiro, antes de tudo, o culto às nossas origens (sem discriminações) e à nossa História; o amor à terra, a defesa intransigente da Família, da Cultura Brasileira, da Língua Portuguesa falada pelos brasileiros, das riquezas e potencialidades do País, a pregação da igualdade, independente de classe social ou econômica – eram motes de um discurso que convencia, cativava, estimulava milhares de cidadãos a cerrar fileiras na AIB, liderada por Plínio, “O Grande Chefe”, movimento que formava núcleos em centenas de municípios brasileiros de todos os Estados, em todas as capitais, na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e Territórios Federais. Pregava o Estado Integral, totalitário, em bases sindicais, hierarquizado na disciplina de um partido único, com liberdade “encabrestada” aos valores, princípios e objetivos da doutrina e da ação política.

O lema “Deus, Pátria e Família” fascinava e cooptava vastas messes da juventude católica. Eram visíveis, raros, os que eram católicos praticantes e não aderiam à AIB. Também notáveis os que eram católicos praticantes e não eram de Esquerda e apoiavam a Aliança Nacional Liberal – ANL, oposta ao Integralismo, que reunia liberais, socialistas, marxistas e alienados ou indiferentes, cidadãos sem cultura ou informação política, opinião ou preferência ideológica ou partidária. Estes últimos, simplesmente, não eram militantes, simpáticos ou tangidos pelas ideias integralistas, nem suscetíveis às pregações da Esquerda.

Ao lado de Plínio, dois foram os principais ideólogos do Integralismo: o filósofo e jurista Miguel Reale e o historiador e escritor Gustavo Barroso, este considerado “porta-voz” do Movimento. Na verdade, havia vários segmentos entre os “camisas-verdes”, dos “plinianos” ou puristas, estes que rejeitavam qualquer tipo de racismo, aos antissemitas furiosos. A doutrina integralista, geralmente confundida com o Nazismo alemão, apesar de algumas manifestações e exterioridades assemelhadas (simbologia, iconografia), como a saudação (“Anauê”, que em tupi se entenderia como “Você é meu irmão”), organização quase militar, desfiles, bandeira, uniformes, braçadeira, adereços . Mas, na verdade, nada tinha dos preceitos de Hitler. “O problema é ético, e não étnico”, defendia Plínio. A ideologia perseguia o Estado Ético, “em que o Estado se subordinaria à Moral, e não o contrário, como rezava a cartilha hegeliana”, diziam. Também não era antissemita (com exceção do teórico Gustavo Barroso e alguns seguidores), nem excluía negros ou indígenas. Reale esclareceu, décadas depois, que o antissemitismo de Barroso era exclusivamente financeiro, econômico, e não racista, étnico.

A mulher também participava e atuava no A.I.B., eram as chamadas “blusas verdes”, porém a elas eram reservadas missões restritas à Educação, Puericultura, Higiene e Assistência Social. Já a proximidade com o Fascismo italiano era notória, flagrante, em muitos pontos. Não obstante, Reale, posteriormente, após o seu exílio na Itália, quando viu de perto o funcionamento político daquele Estado, discordar do Estado Corporativo do Integralismo, do Estado Sindical, a partir do Município. Segundo Miguel Reale, “o Corporativismo que ele acreditava não pretendia ser totalitário, estatal, mas social, democrático” – explicava. Havia semelhanças e diferenças entre vários princípios, caminhos e pontos do programa integralista com o Fascismo italiano, mas, principalmente, Plínio e Reale, entre outros “chefes”, rejeitavam, com veemência e muitos argumentos, quaisquer analogias e comparações. O certo é que dentro do Movimento existiam várias correntes: fascistas, não fascistas, semi-nazistas, democráticas, nacionalistas, menos aquelas que consentiam, o mínimo possível, de qualquer forma ou parentesco, com o Liberalismo e com a Esquerda.

Na verdade, o Integralismo variava em suas concepções e objetivos até mesmo nas pessoas de seus principais ideólogos e “chefes”: Plínio, Barroso e Reale. Entretanto, todos os historiadores e cientistas políticos que se dedicaram ao estudo do Integralismo e publicaram ensaios, teses e livros consistentes sobre a ideologia e o movimento, vislumbram, clara e unanimemente, muitas identidades da Doutrina do Sigma com o Fascismo italiano. A maioria desses estudiosos conceitua e denomina o Integralismo como “O Fascismo Brasileiro”. Hélgio Trindade, por exemplo, talvez o que mergulhou mais profundamente na filosofia e na práxis da ideologia de Plínio Salgado, intitula sua mais prestigiada obra: Integralismo - O Fascismo Brasileiro na Década de 30. Marcelo, filho de José Augusto, leu essa obra em 1974, ano do seu lançamento, e elaborou trabalho analítico e crítico sobre ela na Universidade Federal Fluminense, durante o Curso de Comunicação Social (1973-6), o seu segundo bacharelado naquela Universidade, após a conclusão da Faculdade de Direito (1968-1972). Na obra de Hélgio, constam da lista dos principais veículos de Comunicação do Integralismo, o semanário Espumas e A Ordem (sua segunda denominação), de Niterói, ambos criados e dirigidos por José Augusto da Câmara Torres.

UM JORNAL POLÍTICO

O número 6 de Espumas (2ª quinzena de janeiro de 1934), que passa a circular com o seguinte dístico em seu cabeçalho “Dedicado aos alunos do Colégio Salesiano Santa Rosa”, possui oito páginas, e traz em uma de suas três colunas da sua terceira página o texto Movimento integralista, onde se cria um “espaço para noticiar o desenvolvimento da ideia integralista no Colégio Salesiano...” O texto informa que o dito Movimento, iniciado no Colégio pelo professor Antonio Mendes e pelo clérigo Jaime Martins, “de ordem da Chefia Provincial, constituiu, a 20 de setembro de 1933, o triunvirato integralista composto dos seguintes colegas...” Eram três os alunos. Um deles é José Augusto. E, mais abaixo, na coluna, são homenageados os dez primeiros estudantes do Colégio que passaram a ser integralistas. José Augusto é o segundo; Dayl, o terceiro. É o engajamento explícito do jornal nacionalista e católico à A.I.B. A partir de então, o jornal, mesmo não oficialmente, o que vai ocorrer mais tarde, se torna um veículo integralista, que difunde as ideias integralistas.

A 31 de agosto de 1934, na Sala de Redação de Espumas, em “noite solene”, José Augusto lê um “Compromisso” que elaborou, no qual os membros da Diretoria do jornal juram “obediência e respeito em qualquer tempo e lugar” ao Regulamento do periódico, também “por uma jura de amizade para que Espumas seja tão grandiosa como pensam e desejam os que a fundaram. Prometemos, também, ter na hierarquia um dos fundamentos do nosso rumo. Que a vontade e a força de nossas promessas marquem a diretriz dos nossos ideais, são os desejos nossos na noite solene de hoje.” O Regulamento, manuscrito por José Augusto, em treze páginas, com 54 artigos, foi aprovado, por unanimidade, naquela “sessão extraordinária”. E tudo abrangia. Periodicidade, sustentabilidade, linha editorial, normas de conduta da Diretoria, etc. Tinha por programa “incentivar o amor às letras e às ciências”. A Diretoria, na noite do “Compromisso” e de aprovação do “Regulamento”, era assim composta: “Diretor: José Augusto da Câmara Torres; Gerente: Dail do Carmo de Almeida; Secretário Witeldson Costa Reis; Tesoureiro: Alberto Furtado Grabowski”.

As oito páginas persistem. Na sétima edição, o tesoureiro do jornal é Eduardo Sodré substituindo Oton. Os anunciantes proliferam. Agora, não apenas o comércio do bairro de Santa Rosa e algumas empresas do Centro da cidade investem em publicidade, que se diversifica, divulgando lojas, marcas e representações de toda a capital. E anúncios de empresas de outros Municípios e do Distrito Federal. O regime de assinaturas se expande em todo o município, por todo o Estado. A oitava edição de Espumas sai com doze páginas e vai alternando entre oito e doze páginas até a 12ª edição, quando vai à lume a 1ª edição de aniversário, a 19 de agosto de 1934, saudada por todos, alunos, professores, leitores. Neste ponto, Espumas já é conhecido e lido em todo o País, especialmente entre as hostes salesianas e integralistas. Os jornais católicos reproduzem suas matérias em diversos Estados. Semanas antes, noticiou a Folha Colegial, na noite de 5 de junho, houve uma comemoração de aniversário do jornal, presumivelmente num dos salões do Colégio, onde alunos e professores discursaram e disseram poemas. Num determinado momento, “rasgou o verbo José A. da Câmara Torres, o infatigável diretor de Espumas”.



1934, segundo ano de Espumas. No cartão do Diretor do jornal,
o Sigma, símbolo do Movimento Integralista.
(Acervo Marcelo Câmara)

Surpreendentemente, na 13ª edição, de 28 de outubro de 1934, voltamos às quatro páginas e a primeira página estampa. “Directores: JOSÉ AUGUSTO TORRES e DAIL DO CARMO”. Os colaboradores se multiplicam, o jornal se afirma no meio estudantil e em toda Niterói. Escrevem para o jornal ou têm seus textos reproduzidos os “chefes” Plínio, Reale e Barroso, além de toda a intelectualidade fluminense e nacional, militante, adepta ou, ao menos, simpática à ideologia. Assim, vemos textos de grandes escritores, artistas, historiadores, cientistas sociais, políticos de nome e fama nacional, pensadores da altitude de um Alceu de Amoroso Lima, produzindo matérias especialmente para o jornal ou autorizando a sua publicação, com dedicatórias e elogios a José Augusto e Dayl. Colaborador constante da Folha Colegial, e, também de Espumas, era o Professor de Geografia Geral e do Brasil, Francisco Portugal Neves, católico, nacionalista extremado, que produzia inteligentes “soluções” mnemônicas sobre os léxicos dos conteúdos que lecionava. Natural de Santa Maria Madalena, RJ, Portugal Neves, coincidentemente, décadas depois, foi professor de dois filhos de José Augusto nas décadas de 1950 e 1960, Marta e Marcelo.

No início de 1935, a mãe de José Augusto, a Dona Liquinha, repele “grosseiramente”, qualifica José Augusto no caderno de anotações, o pedido do filho para comprar uma “tômbola”, uma rifa, da A.I.B. Dona Liquinha qualifica o Movimento como “porcaria”. O pai, católico fervoroso, que tinha um verdadeiro altar com imagens e livros de orações em casa, parece ser mais moderado e discreto. Não vibra nem o desanima. Já na casa de Dayl há consensos: o irmão Lyad de Almeida (Lyad Sebastião Guimarães de Almeida), também aluno salesiano, que, depois, será prestigiado professor universitário, ilustre Desembargador da Justiça do Trabalho, ator profissional, aplaudido poeta e administrador cultural, escreve em Espumas, integra a diretoria do Grêmio José de Anchieta. É, também, integralista. O pai, Raul Stein de Almeida, admirador da ideologia, anuncia regularmente no jornal como professor particular de Francês, Português e Matemática.

Na segunda quinzena de abril de 1936, no número 27, Oton Carvalho e Silvio Aires são “Redatores”, com seus nomes apresentados na primeira página. A história do corpo redacional e administrativo de Espumas revela um rodízio, com um movimento de vários nomes que ascendem a postos e são substituídos a toda hora, exceto os nomes dos Diretores que não mudam: José Augusto da Câmara Torres e Dayl de Almeida, os proprietários do veículo. A edição de 26 de julho de 1938 de O Binóculo, jornal hebdomadário “crítico, humorístico e noticioso”, de Caicó, RN, dirigido pelo Dr. José Gurgel, noticia o terceiro aniversário de Espumas, que tem a direção do “nosso inteligente conterrâneo José Augusto Torres (...) que se fez jornalista aos doze anos de idade publicando e dirigindo O Ideal da Juventude, quando ainda aqui estudava no velho Grupo Escolar Senador Guerra”. A ele “levamos os nossos melhores e mais jubilosos abraços pela brilhante vitória”. A 7 de setembro de 1936, Espumas passa a ser um jornal semanal, com grande circulação e se filia ao "Sigma Jornaes Reunidos", rede da Imprensa integralista.

BACHAREL SALESIANO

Em 1936, José Augusto conclui as cinco séries do Curso Ginasial. Média final: 65. E é um dos oradores na formatura, discursa no banquete de formatura dos Bacharéis de 1936, na presença de Gustavo Barroso, que ele escolhera e, pessoalmente, convidou para paraninfar a sua turma. José Augusto é reconhecido como um ativista católico e político “um mosquito elétrico”, diziam, produtivo, agitador pela palavra: produz muito, escreve, publica, faz palestras, conferências, discursos nos palanques; participa de passeatas, desfiles, convenções; é o homem das falas nas estações de rádio, viaja aos municípios vizinhos. Não para um segundo. O cumprimento do currículo formal do Colégio obtendo notas altas não é prioridade absoluta. Gustavo Barroso está presente na formatura: missa, banquete, festa. Dayl é o orador na colação de grau. A Folha Colegial, de 22 de novembro de 1936, estampa nas suas páginas centrais: OS BACHAREIS DE 1936 SE DESPEDEM – POR INTERMEDIO DA ‘FOLHA COLEGIAL’ e José Augusto consigna na matéria:

A comparação belíssima de Chateaubriand imortalizada nos três gênios da Glória, do Amor e da Amizade pode bem representar o meu pensamento ao deixar o velho Santa Rosa. A Glória, o Amor, não se apegaram em mim porque a força do meu nome foi insignificante para gravá-los perante o mundo. A Amizade, porém, a amizade dos salesianos, dos mestres e colegas, essa me acompanhou na vida colegial e a levo agora insculpida no livro branco do meu coração.

José Augusto encerra o ciclo de sua vida como aluno salesiano, concluindo, brilhantemente, o Quinto Ano do Curso Ginasial, recebendo, ao final de 1936, Medalha de Prata e um Diploma, com seu nome no Quadro de Honra ao Mérito.


PROGRESSO E UM NOVO NOME
PARA ESPUMAS

Até fevereiro de 1937, portanto em quase cinco anos ininterruptos de atividades, Espumas se desenvolve magnificamente. O jornal ultrapassa as fronteiras fluminenses e cariocas, torna-se um veículo político nacional. Há assinantes em todo o País. O intercâmbio com outros veículos que defendem o Sigma é intenso, progressivo. Já em 1937, o jornal já assume, gráfica, explícita e publicamente, a sua linha política: o jornal exibe sob o título: “Ação Integralista Brasileira” e completa: “Semanário Nacionalista Cristão da Sigma Jornaes Reunidos”. À direita, as palavras de ordem destacadas sob um cerco de linhas “Fé, Nacionalismo e Disciplina”. Definitivamente, e isto registram os livros da nossa História Política, é o veículo integralista de Comunicação Social mais importante do Estado.





Elviro Medeiros e Luís Bruce, colegas de José Augusto e de Dayl, são os “Redatores”, com seus nomes na primeira página, onde não se escreve mais Estado do Rio de Janeiro, mas “Província do Rio de Janeiro”, uma definição geográfica de ação política da A.I.B. O número 56 anuncia que, após uma eleição entre os integralistas, leitores e assinantes, o jornal terá um novo nome: A ORDEM. O número 57 do jornal que, agora, se denomina A Ordem, esclarece: “FUNDADO SOB A DENOMINAÇÃO DE ESPUMAS". A manchete: A ORDEM entra, vitoriosa, no 5º ano de existência. A palavra do Brasil: “À ORDEM, O ANAUÊ DE (a) Plínio Salgado. Rio 18.6.37”. Abaixo uma foto de Plínio e uma mensagem especial do Chefe Provincial Raimundo Padilha. A edição circula com miolo de papel revista e tem doze páginas. “Um êxito estrondoso!” – bradam os jovens jornalistas e seus leitores entusiastas.

Ano V, nº 51. Em junho de 1937, A Ordem é o novo nome de Espumas,
escolhido pelos leitores, resultado de enquete.
(Arquivo Marcelo Câmara)
A MORTE DE UM JORNAL

A 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas instala o Estado Novo, uma ditadura que centraliza poder na figura do Presidente. O regime é de exceção. Praticamente extingue o Federalismo, trilha o nacionalismo, extingue o Poder Legislativo, institui uma rígida censura, suspende direitos e garantias individuais, exerce um autoritarismo violento, com grande repressão aos comunistas e aos que fazem oposição. Com o golpe no mês seguinte, Vargas bane os partidos e as agremiações políticas como a A.I.B. Todos são colocadas na ilegalidade. Espumas continua sendo um jornal católico, nacionalista. Continua editando os textos, as colaborações, de Plínio Salgado, Gustavo Barroso, Miguel Reale, dos chefes integralistas de Niterói e do Estado, de intelectuais simpáticos ao Sigma de todo o País. Mas não se fala mais em Integralismo, em A.I.B., em Estado Integral, em Sigma, nada similar. O último número do jornal A Ordem (fundado com a denominação de Espumas) tem o número 65 e sai às ruas na primeira semana de fevereiro de 1938. Ary Figueiredo é um terceiro diretor que se junta a José Augusto e Dayl.


Parte superior da primeira página da última edição de A Ordem: perplexidades e perguntas.
O jornal continuava católico, nacionalista e anticomunista, mas o Integralismo não mais existia,
estava banido da vida política brasileira.
(Acervo Marcelo Câmara)

Um balanço da produção jornalística dos que publicaram em Espumas e em A Ordem, em mais de cinco anos de Jornalismo católico, nacionalista, político - coerente, combativo, tenaz - informa que o fundador e primeiro diretor, José Augusto, foi o que mais escreveu e publicou. Foram centenas de matérias entre editoriais, artigos de fundo, reportagens, entrevistas, notícias, notas, além de crônicas e contos. O segundo em quantidade de escritos é o companheiro Dayl de Almeida – Dayl do Carmo Guimarães de Almeida, depois, sociólogo, professor universitário, deputado estadual e federal. Este, o maior amigo, o maior companheiro de lutas estudantis e políticas, colega de academia de letras, “o irmão xifópago do Zé”, como ele mesmo se definiu – viria a ser, dos anos 1970 até o fim da vida, grande amigo, mestre e conselheiro intelectual de Marcelo, filho mais velho de José Augusto, inclusive seu padrinho de casamento. Muitos dos jovens que se tornaram amigos e colegas de José Augusto e Dayl após a formatura do Curso Ginasial desses dois, colaboraram em Espumas e em A Ordem, assim continuaram no Curso Pré-Jurídico, no Liceu Nilo Peçanha, e na Faculdade de Direito de Niterói – amigos até o fim de suas vidas. E, também, viriam a ser amigos do seu filho Marcelo. Ou, pelo menos, se encontraram com Marcelo em algum ou alguns momentos de seus percursos sociais, culturais, profissionais.

Muitos se tornaram importantes políticos, magistrados, professores, intelectuais renomados, profissionais de prestígio no Estado, alguns no País, como o próprio Lyad de Almeida, Lyad Sebastião Guimarães de Almeida, professor, magistrado, ator e poeta, cujo filho mais velho e ele próprio foram amigos muito próximos de Marcelo; Antônio Paulo Soares de Pinho, professor universitário, desembargador, jurista, mais tarde professor de Direito Constitucional de Marcelo na Faculdade de Direito de Niterói; Anselmo Macieira, Jornalista, depois, Diretor da Casa de Oliveira Viana, ensaísta, economista, Consultor Legislativo do Senado Federal, intelectual e crítico de estofo, nos anos 1980 encontrou-se com Marcelo na Consultoria Legislativa da Câmara Alta, onde foi seu colega, orientador intelectual e profissional, tornando-se um de seus maiores amigos; Celso Peçanha, prefeito, deputado estadual e federal e governador, afilhado de casamento de José Augusto; Celso Dias Gomes, médico de renome, por vezes pediatra dos filhos de José Augusto e parapsicólogo respeitável na década de 1960, foi professor de Biologia de Marcelo no Curso Clássico do Salesiano; Braz Felício Panza, advogado e desembargador, que, vinte anos após a morte de A Ordem, paraninfou a turma ginasial de Marcelo no mesmo colégio; Oton Barros, otorrinolaringologista famoso, se tornou médico do jovem Marcelo; José Artur Rios, colega e amigo de José Augusto no Salesiano, no Liceu e na Faculdade, professor e sociólogo, será, também, colega de Marcelo no Senado e companheiro na vida intelectual. Muitos os nomes ilustres, parceiros de juventude de ideias e ação política de Câmara Torres, que marcaram a História da Política e da Cultura em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro e no País no Século XX, foram também amigos do seu filho Marcelo Câmara, autor desta biografia.


PROSSEGUE O ORADOR
AGORA ALUNO SALESIANO:
FALAS, DISCURSOS, MONOGRAFIAS,
CONFERÊNCIAS, PALESTRAS,
DE 1933 A 1936
DOS 15 AOS 19 ANOS


  • Em algum dia de 1933, no seu primeiro ano em Niterói e na segunda série ginasial do Colégio Salesiano Santa Rosa, José Augusto escreve um longo texto, uma verdadeira monografia sob o título Terra Potiguar, discorrendo sobre aspectos geográficos, históricos, sociológicos e políticos da sua terra natal, o Rio Grande do Norte. O trabalho, pelo que consta nas suas primeiras linhas, seria lido e o credenciaria a ingressar em um grêmio estudantil do Colégio, o José de Anchieta. Porém não há provas de que o ensaio-conferência foi pronunciado ou publicado.
  • A 6 de setembro de 1933, saúda, representando o Núcleo do Colégio Salesiano Santa Rosa, da Ação Integralista Brasileira – A.I.B., o jornalista e escritor Plínio Salgado, em sua visita político-doutrinária a Niterói.
  • A 2 de abril de 1934, profere, no Colégio Salesiano Santa Rosa, oração em homenagem ao Professor Francisco Portugal Neves, representando os alunos do 3º ano ginasial.
  • A 5 de junho de 1934, no Colégio, faz um longo discurso aos colegas e professores, diante do Diretor, Padre Emílio Miotti, no primeiro aniversário de Espumas, jornal que fundou e dirigia. Faz um balanço dos desafios, dificuldades e vitórias do semanário e desenha um futuro de lutas e mais conquistas, sob a égide do idealismo dos jovens: “Seremos uma tribuna de ideias em que encontram agasalho e estímulo todas as energias novas que quiserem trazer ao seu contingente a defesa de Deus e da Pátria”.
  • A 7 de setembro de 1934, nas comemorações do “Dia da Pátria” no Colégio, pronuncia oração histórica e cívica, diante do Padre Diretor, professores, convidados e colegas.
  • A 10 de outubro de 1934, profere o principal discurso durante a instalação da Academia São Francisco de Sales, braço cultural da Congregação Mariana do Colégio, instituição que fundou com os irmãos Dayl e Lyad de Almeida, e viria a ser o Presidente, por várias gestões, a partir de 1937.
  • A 17 de novembro de 1934, novamente sobe à tribuna, desta vez, representando as cinco séries do Externato, do curso ginasial do Colégio, para homenagear, frente aos corpos docente e discente, colegas e suas famílias, o Professor Portugal Neves, numa repercussiva ode e patriótica e nacionalista.
  • Em 1934, escolhido pela Direção do Colégio, profere fala em nome dos alunos externos, em evento que reúne no Santa Rosa, as suas famílias. Discorre sobre a Educação Salesiana, a Pedagogia de Dom Bosco, e necessidade de uma integração cada vez maior das famílias com a Escola.
  • A 9 de dezembro de 1934, no Colégio Salesiano Santa Rosa, fala como Orador do Corpo Discente, no encerramento do ano letivo, diante da Direção, Professores, Alunos, Pais e Convidados.
  • Em 1934, a convite de um “Chefe da Juventude de um Núcleo Integralista de Niterói”, chefe e núcleo não identificáveis, faz contundente palestra teórico-doutrinária, nos campos da Ciência Política e da História, contra o Comunismo e o Anarquismo, a uma plateia integralista, também não identificável, defendendo a doutrina do Sigma, de Plínio Salgado.
  • Em 1934, em Maricá, RJ, faz pronunciamento político aos integralistas do município.
  • A 24 de fevereiro de 1935, no Salão Nobre do Colégio, por ocasião da Festa de São Francisco de Sales, padroeiro da Congregação Salesiana, houve “soleníssima sessão lítero-musical” da Associação São Francisco de Sales, braço cultural da Congregação Mariana, presidida pelos bispos de Campos e de Niterói. “Fechando a simpática sessão falou, muito apreciado, o congregado José Augusto Torres, membro da Academia”, registrou a Imprensa.
  • Em 1936, discursa ainda: na Sede Municipal da A.I.B., de Niterói; no Núcleo de Santa Rosa da AIB; em casas de família; em reuniões de culturais, cívicas e sociais de alunos e professores.
  •  A 13 de dezembro de 1936, discursa na Sede da A.I.B. em Natal, RN.
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