terça-feira, 4 de agosto de 2020

A PARTIDA DE CÂMARA TORRES - DEPOIMENTOS

 

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CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES
1917 - 2017
José Augusto da Câmara Torres
(* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 2017)
Jornalista, Educador, Advogado, Político
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A PARTIDA DE CÂMARA TORRES
DEPOIMENTOS






A Família, em casa, numa data festiva, em 1973. O casal e os oito filhos.
Da esq. p/ à dir.: Marília, Maria Tereza, Marcelo, José Augusto, Maria Cláudia,
 Márcia, Tudinha, Marta, Maria Beatriz e, em primeiro plano, Marcos Augusto.
(Acervo Marcelo Câmara)


1. A PARTIDA


Numa tarde de sexta-feira, 22 de agosto de 1998, José Augusto da Câmara Torres falece aos oitenta e um anos no Hospital do Ingá / Instituto de Urologia e Nefrologia, em Niterói, em decorrência de insuficiência cardíaca e renal, agravada pelo diabetes. O velório e o sepultamento ocorrem no Parque da Colina, no dia seguinte, na mesma cidade, onde comparecem, além da família, centenas de amigos de Niterói, Angra, Paraty, Rio Claro, Mangaratiba e outros Municípios. Entre eles, os ex-deputados Flávio Palmier da Veiga, Aécio Nanci e Saramago Pinheiro, os dois últimos seus maiores amigos que conviveram com ele na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A missa de Sétimo Dia é celebrada na Basílica Nossa Senhora Auxiliadora.



A nota de O Fluminense, de 23.8.1998, foi verídica
quanto à data e o local do óbito. Porém equivocada
quanto ao Magistério exercido por Câmara Torres.
Durante a juventude, dos 20 aos 24 anos,
lecionou História do Brasil, História Geral,
Língua Portuguesa  e Literatura Brasileira,
somente em Niterói.
(Imagem: FBN - Acervo Marcelo Câmara)





Na partida de Câmara Torres, a homenagem do Maré Jornal Comunitário,
de Angra dos Reis, na edição de 28.8.1998.
(Foto: Maré Jornal Comunitário - Acervo Marcelo Câmara)




Este anúncio foi publicado em O Fluminense
em três edições de três dias sucessivos: 26, 27 e 28 de agosto de 1998.
(Imagem: FBN - Acervo Marcelo Câmara)




O Fluminense, edição de 28.8.1998.
(Imagem: FBN - Acervo Marcelo Câmara)

2. DOIS DEPOIMENTOS

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O DEPOIMENTO SOBRE O HOMEM E O POLÍTICO


Câmara Torres foi uma legenda moral
de dignidade, correção e trabalho,
de doação às causas populares,
o que fazia dele um homem público por excelência,
honrado, leal, destemido e produtivo,
com inestimáveis serviços prestados ao Estado

Ewaldo Saramago Pinheiro
no dia do falecimento de Câmara Torres.

Advogado, seis vezes Deputado Estadual,
duas vezes Presidente da Assembleia Legislativa,
Secretário de Estado de três governos,
Deputado Federal por dois mandatos.

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O DEPOIMENTO DE UM FILHO


"(...) Acima de todos os meus mestres, está meu pai. (...)
Para mim, ele foi o homem mais eminente e importante em tudo que sonhou, em tudo que foi, em tudo que criou e construiu,
modelo de vida e convívio,
meu ídolo, minha luz, bússola e caminho de vida.
Ele foi o melhor irmão, o maior amigo.
Aquele que mais me amou e a quem eu mais admirei e amei
como Homem, cidadão, intelectual,
profissional de vários saberes e fazeres. 

E tudo isto somente ele o foi, e continua sendo para mim, e em mim,
porque abrigou em seu coração, além de Deus, do Bem e do Justo,
uma Mulher, para mim, igualmente, exemplo de perfeição humana,
sabedoria, de entrega e infinita ternura: minha mãe,
 Gertrudes Nóbrega da Câmara Torres, a Dona Tudinha. (...)"

MARCELO Nóbrega da CÂMARA Torres
Vinte anos após a sua partida

Excerto da Oração-ensaio Raul Pompeia: o Gênio feito Homem,
ao tomar posse na Cadeira 37, patronímica de Raul Pompeia,
na Academia Fluminense de Letras, julho de 2018.
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Ao final do Capítulo
O JOVEM E REVOLUCIONÁRIO TÉCNICO DE EDUCAÇÃO,
o leitor encontrará vários depoimentos sobre o Homem Público
- jornalista, intelectual, educador, advogado e político -
a maioria consignados quando se celebrou os seus 70 anos.
E outros após a sua partida.
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JOSÉ AUGUSTO
DA CÂMARA TORRES,
POR ELE MESMO:


“Resumindo no que acredito e procuro praticar, dentro das minhas limitações e pecados, com consciência e responsabilidade, no Lar, no Trabalho, na Vida Pública, comigo mesmo:

Os valores, as ideias, os sentimentos e as ações que dão sentido à Vida são – além da proximidade com Deus, a fé cristã, a identidade e obediência a Deus – o Bem, o Bom e o Justo. Ou seja: a dignidade e o caráter da pessoa humana acima de tudo; a honra pessoal prevalecente; prioridade à Família, seus membros, valores e referências; o respeito, solidariedade e amor ao próximo, independente da sua etnia, sexo, crença, posição filosófica, ideológica, opinião política; a verdade em qualquer lugar e circunstância; a humildade que eleva; o servir com alegria, sem nada desejar como recompensa; a esperança resistente e renovada; o idealismo sempre; o trabalho que cria, constrói e agrega; a honestidade e a lealdade na palavra e na ação; o estudo que busca o saber e a Cultura, visando ao crescimento e à felicidade humana, individual e social; a arte que sublima, descobre e conduz ao sonho, ao pensamento e à beleza; o agir para o outro, para a Comunidade; o trabalho que constrói e felicita o outro.

Sem se dar, criar e construir, não há como ser verdadeiro, pleno, inteiro de corpo e alma.”

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Marcelo Câmara é muito grato aos que prestaram
valiosos e históricos
Depoimentos sobre Câmara Torres,
quando ele ainda vivia, antes e no decorrer da construção desta Biografia.
As dezenas de testemunhos foram acerca do convívio com ele,
sobre o que leram dele ou sobre ele,
o que viam nele e/ou o que dele conheceram.
Muitos depoentes não estão mais entre nós,
e recebem a gratidão e a saudade do autor dessa Biografia.

De Angra dos Reis: Amoacir Lage, Aydil Lima da Rocha, Carlos Alberto Gibrail Rocha, Elias Antônio dos Santos Elias, Francisco Pereira Rocha, Heitor Chagas da Rocha, João Luiz Gibrail Rocha, José Belmiro da Paixão, Luizaura Alves, Maria Carlota da Costa Madeira, Maria Helena Ururahy Campos da Fonseca, Miguel Assad Isaltino, Ricardo Bruno.

De Paraty: Antônio Carlos Marques, Antônio Núbile França, Aricléa Santos de Araújo Marques, Benedita Vieira de Oliveira, Cilencina de Oliveira Mello, Daniel Silveira de Castro, Geísa Panaro Ramiro, José Benedito Nunes da Silva, José Plínio Rubem de Oliveira, Maria Thereza Corrêa Ermelich, Norival Rubem de Oliveira, Osmar de Oliveira Moreira, Osvaldo de Oliveira Moreira, Sérgio de Souza França, Vanderlei Jerônimo de Araújo.

De Rio Claro: Luiz Octávio Panaino Pinella, Sidney Panaino, Waldemar Alves de Souza e Silva, Wilson Itamar de Oliveira Coelho.

De Mangaratiba: Emil de Castro.

Do Rio de JaneiroAlberto Grabowsky, José Artur Rios, João Manuel Caldas Elias Rabha, Marcos Almir Madeira.

De Niterói: Dayl de Almeida, Lyad de Almeida, Emílio Miotti, Emmanuel de Bragança de Macedo Soares, Erthal Rocha, Francisco Portugal Neves, Geraldo Bezerra de Menezes, João José Ribeiro Galindo, Waldenir de Bragança.

De Brasília: Anselmo Macieira, Celso Peçanha.

De Caicó: Waldemar Nóbrega.

De Valença: Mário Pellegrini Cupello.

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