terça-feira, 4 de agosto de 2020

OBRA AUTORAL

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CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES
1917-2017
José Augusto da Câmara Torres
(* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 1998)
Jornalista, Educador, Advogado, Político

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OBRA AUTORAL

PUBLICADAS (editadas/impressas)
 E DIVULGADAS (inclusive por via radiofônica)

(Não considerados os trabalhos eminentemente jornalísticos)



De 1940 a 1998
Dos 22 aos 81 anos


ALGUNS REGISTROS

Livro e principais ensaios, estudos, conferências, palestras, biografias, discursos, editoriais, artigos e outros textos.

Livro

  • Imortais

Obra dividida com Dayl de Almeida. O livro reúne ensaios-conferências, editado pela Editora Getúlio Costa, Rio de Janeiro, em 1940. José Augusto, contava 22 anos no lançamento do livro e elaborou os trabalhos em anos anteriores, desenvolvendo os seguintes temas:

  • José de Anchieta: um artista da palavra escrita;
  • José Bonifácio: uma sombra ilustre do primeiro reinado; e
  • Olavo Bilac: o poeta da Terra e do Amor.


Dayl de Almeida escreveu sobre outros três assuntos: Bandeira: eucaristia nacional; Tiradentes: o sonho e o herói; e Verdades sobre Rui Barbosa. O prefácio é de Alcebíades Delamare, intelectual de grande prestígio à época, advogado, professor e crítico, Secretário do Governo Epitácio Pessoa anos antes. O “leitor” da Editora, a quem cabia o crivo para que se decidisse se a obra seria ou não editada, era o jornalista e escritor, crítico e humorista, José Cândido de Carvalho, que viria se consagrar como um dos nossos maiores romancistas, José Cândido de Carvalho, membro da Academia Brasileira de Letras.

No verso da folha de rosto, José Augusto anunciava aos leitores que em preparo estavam as seguintes obras de sua lavra: Dom Felipe Camarão: uma nobreza singular do século XVII (História); Refutando a casualidade do descobrimento do Brasil (tese); Marília: o mais forte drama de amor da História do Brasil (História, Literatura); Minha Terra (Visões e aspectos do R. G. do Norte); Em dois séculos (Fixação histórica e social do município de Caicó – RGN). Os caminhos impostos pela vida e suas vicissitudes não deixaram o escritor deslanchar. Vieram a Educação, a Advocacia e, principalmente, a Política. Consolidaram-se esses ofícios profissionais e a chefia de uma grande família, muitos filhos. Tudo isto não o deixou prosseguir, em livro, na História, na Literatura e na Crítica Literária.

(Integra o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)



Exemplar, presente ao filho adolescente. Na falsa folha de rosto lê-se:
Ao Marcelo, uma recordação dos anos de idealismo e estudo.
Do seu Pai. 15.8.65. Niterói.
Marcelo leu o livro, criticamente, duas vezes: na juventude e na maturidade.

À noiva ele dedicou, assim, um exemplar, depois encadernado:
Para Tudinha, afetuosamente, este primeiro marco
da minha carreira literária. José Augusto. Natal, 21.12.40.
(Acervo Marcelo Câmara)


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CRÍTICAS AO LIVRO IMORTAIS:


A obra recebeu críticas, mereceu comentários positivos, de diversos jornalistas, analistas literários, professores universitários, intelectuais de vários Estados, publicados em veículos do País; críticas e resenhas dos principais jornais e revistas das Capitais e diversas cidades. Câmara Torres e Dayl de Almeida receberam mensagens pessoais, em cartas e cartões, tratando do livro, até mesmo de intelectuais presos na Ilha de Fernando de Noronha e na Ilha Grande, em prisões militares, ativistas que contestavam o Estado Novo, a Ditadura Vargas. Destaque para o texto de Luís da Câmara Cascudo em sua prestigiosa e célebre coluna Acta diurna, publicada por décadas, no jornal A República, de Natal, RN:




José Augusto colou num caderno de recortes as críticas ao livro que escreveu com Dayl.
Na primeira página, certamente, a mais prestigiosa, a do Professor Câmara Cascudo,
publicada na sua célebre coluna Acta diurna, do jornal A República, de Natal, RN.
Após louvar a seleção dos temas dos ensaios e seu tratamento,
informa que conheceu José Augusto “recém-saído dos cueiros”
e afirma o seu conceito sobre o então jovem ensaísta:
Nasceu com a paixão do livro, a sedução espiritual do pensamento,
em suas formas mais belas, nobres e altas”.
E profetiza o futuro do Autor: “Há todos os elementos para um Historiador cuidadoso,
prudente, equilibrado, dispensando comodismos e guizos, pisando, com lentidão e autoridade,
o caminho áspero e maravilhoso
que leva o Homem para todas as dimensões de sua atividade no mundo”.
(Acervo Marcelo Câmara)

Ensaios e principais Artigos:

  • Os olhos verdes na Literatura. Literatura, Estética e Crítica Literária. Ensaio-Conferência apresentado em Angra dos Reis em 1943. (Desenvolvimento e ampliação do estudo apresentado cinco anos antes, em 1938, no Instituto de Educação de Niterói, RJ.) Edição da Biblioteca Municipal Guilherme Briggs, de Angra dos Reis, 1943; e 2ª ed. fac-similar do seu filho Marcelo Câmara, no Rio, em 2012.


(Acervo Marcelo Câmara)

  • Sociedade Fluminense de Folclore. Folclore, História, Etnografia, Sociologia, Educação e Política. O Estado, de 14.11.42, Niterói, RJ. Importantíssimo e pioneiro artigo-ensaio crítico sobre a realidade, o patrimônio e os estudos do Folclore Brasileiro e Fluminense e suas relações com as outras áreas de conhecimento, especialmente a Educação e as Ciências Sociais. Trata da necessidade de uma unidade regional, estadual, do Estado do Rio de Janeiro, para, integrada e articulada a um órgão federal, promover pesquisas, inventários e estudos sobre o nosso Folclore. O trabalho antecipou-se à criação da Comissão Fluminense do Folclore, que por décadas, primeiro com Luís Palmier, depois com Rubens Falcão, realizou um trabalho científico permanente, fecundo e de grande repercussão nacional de promoção e divulgação do nosso patrimônio.
  • As “camponesas” de Angra dos Reis. Folclore. O Estado, de 9.1.43, Niterói, RJ (Republicado na Revista Fluminense do Folclore, na década de 1970)
  • Estudos Fluminenses. Sociologia. O Estado, de 19.4.41, Niterói, RJ
  • Escola e Ruralismo. Política, Pedagogia e Administração Escolar. O Estado, de 24.10.42, Niterói, RJ
  • A criança e a zona rural, in O Estado, de 7.11.42, Niterói, RJ
  • Um município em potencial. Geopolítica, Sociologia e Economia. Acerca da realidade e potencialidades de Paraty, RJ. O Estado, de 5.12.42, Niterói, RJ
  • Ainda um município em potencial-II. Geopolítica, Sociologia e Economia. Acerca da realidade e potencialidades de Paraty, RJ. O Estado, de 12.12.42, Niterói, RJ
  • Folclore e Educação. Folclore, Política, Pedagogia e Didática. O Estado, de 16.1.43, Niterói, RJ
  • Parati. História, Sociologia, Política, Economia e Cultura. Tribuna de Petrópolis, de 31.8.1943, Petrópolis, RJ
Centenas de artigos publicados em jornais e revistas de Caicó e Natal (RN), Niterói (RJ), Rio de Janeiro (DF), Angra dos Reis (RJ) e outras cidades brasileiras, listados em páginas desta biografia.

  • Todos esses trabalhos integram o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional


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Pela inteligência e espírito público,
Câmara Torres sempre esteve à altura das melhores tradições
políticas e culturais da Velha Província do Rio de Janeiro

José Cândido de Carvalho
Jornalista, romancista, cronista, contista, humorista, 
Membro da Academia Fluminense de Letras e da Academia Brasileira de Letras.
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Biografias / Perfis:

  • Lopes Trovão: uma vida a serviço do povo – Conferência-ensaio pronunciada na Câmara Municipal de Angra dos Reis, a 16.5.1947. Trata-se do primeiro perfil sobre a vida e obra do maior tribuno da História Política Brasileira. A primeira edição mimeo, do Autor, de 200 exemplares, foi feita e circulou em Angra dos Reis e Região naquele ano. Uma nova impressão, também mimeografada, foi feita pelo Autor em 1953. Em 2012, seu filho, Marcelo Câmara, lançou, no Rio de Janeiro, uma terceira, artesanal e encadernada, que teve tiragem e circulação restrita entre familiares e amigos mais próximos.



Capa da terceira tiragem de 2012, feita por Marcelo Câmara 
da Conferência-ensaio da edição única de 1947.
(Acervo Marcelo Câmara)


  • Samuel Costa. Trabalho de vanguarda, o primeiro perfil biográfico sobre o paratyense, em célebre discurso que pronunciou em 18.11.1948, no dia de aniversário da personalidade, na inauguração do Grupo Escolar Samuel Costa, na cidade de Paraty, obra que Câmara Torres realizou e à qual deu o nome do ex-prefeito e ex-deputado estadual por aquele município no início do Século XX. Mimeo, Ed. do autor, Angra dos Reis, 1948.


Em Paraty, a 18.11.1948, diante do Governador Macedo Soares e autoridades,
Câmara Torres pronuncia o histórico discurso que traça o primeiro perfil biográfico
de Samuel Costa, ilustre paratyense, cuja memória foi homenageada
pelo Técnico de Educação dando o seu nome ao Grupo Escolar da cidade.
(Acervo Marcelo Câmara)


  • Integram o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional

Orações / Discursos:

  • Sentido de Luta, discurso pronunciado a 7.9.1942 na Sede da Sociedade União dos Estivadores, em Angra dos Reis, por ocasião da Sessão Solene em Comemoração da Semana da Pátria. Ed. da Biblioteca Municipal Professor Guilherme Briggs, Prefeitura Municipal de Angra dos Reis, 1942.


O discurso Sentido da Luta integrou uma antologia em Comemoração da Semana da Pátria em 1942,
em Angra dos Reis, publicada pela Biblioteca Municipal Professor Guilherme Briggs
da Prefeitura Municipal de Angra dos Reis.
( Acervo Marcelo Câmara)

  • Oração, em nome dos advogados de Angra dos Reis, na Homenagem ao Juiz de Direito de Angra dos Reis, Ary Penna Fontenelle, em 21.4.1948. Mimeo, Ed. da Prefeitura Municipal de Angra dos Reis, 1948.





(Foto em edição)






Câmara Torres saudou o Juiz, depois Desembargador do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio de Janeiro, Ary Penna Fontenelle,
oração editada pela Prefeitura Municipal de Angra dos Reis..
(Acervo Marcelo Câmara)

  • Discurso oficial de inauguração do Grupo Escolar Samuel Costa, em Paraty, RJ, pronunciado a 18.11.1949, contendo o primeiro perfil biográfico – vida e obra ilustre paratyense– patrono da unidade. Mimeo, Ed. do autor. Niterói, 1949.
          (Integra o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)

  • A amizade me fez escravo desta Gente, discurso de agradecimento ao receber da Câmara Municipal de Paraty, o Título Honorário (o primeiro a ser concedido na História do Município) de “Cidadão de Parati”, a 22.6.1960, no dia do seu aniversário de 43 anos. Mimeo, Ed. do autor, Niterói, 1960.
         (Integra o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)
  • Oração de Recepção a Paulo de Almeida Campos na sua cerimônia de posse na Cadeira de Raimundo Correia, na Academia Valenciana de Letras- AVL. Ed. AVL, Marquês de Valença, RJ, 2.6.1973.
          (Integra o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)




(Acervo Marcelo Câmara)

  • Raul Pompeia, oração sobre a vida e obra do grande escritor, na cerimônia de inauguração da Praça Raul Pompeia, em Angra dos Reis, RJ. No “Dia da Pátria”, 7.9.1977.
  • Discurso, em nome da 21ª Subseção da OAB – Angra dos Reis – em homenagem ao Juiz de Direito de Direito da Comarca, Francisco Jorge Pastane, 31.5.1984. Mimeo, OAB-RJ, Angra dos Reis, 1984.
  • Discurso de inauguração da Sala da Delegacia de Paraty da 21ª Subseção da OAB, de Angra do Reis, no Fórum Silvio Romero, a 13 de julho de 1984. Mimeo, OAB-RJ, Angra dos Reis, 1984.
  • Discurso de posse na Presidência da 21ª Subseção da OAB-RJ, de Angra dos Reis, para o biênio 1985-6, a 8.3.1985. Mimeo, Ed. OAB-RJ, Angra dos Reis, 1985.
  • Discurso de inauguração, como principal orador, da Escola Municipal Prof. Silvio de Castro Galindo, a 11.5.1985, na localidade de Camorim, Angra dos Reis, RJ. Mimeo, Ed. do autor, Niterói, 1985.

Teses e monografias técnico-científicas:

  • Educação Moral e Cívica. Monografia apresentada no Concurso de Técnicos de Educação do Ministério da Educação e Saúde. O trabalho teve defesa oral do candidato, mas este, aprovado entre os primeiros colocados, desistiu do cargo federal antes da nomeação, pelas razões expostas no capítulo O jovem e revolucionário Técnico de Educação, desta Biografia, preferindo participar do Concurso de Técnico Estadual de Educação quatro anos depois. Ed. do autor, mimeo, Niterói, RJ, junho de 1940. 
  • A Inspeção Escolar na Escola Primária. Mimeo, Ed. do autor, Niterói, janeiro de 1944.


Folha de rosto da monografia apresentada e defendida oralmente por Câmara Torres
no Concurso de Técnico de Educação, em 1944, quando obteve a 5ª colocação,
disputando com mais de uma centena de candidatos de todo o País.
A aprovação o habitou a ingressar no como Servidor Efetivo do Quadro Permanente
da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro,
cargo e função que exercia, plenamente, desde 1942, acumulando
a Chefia da 1ª Região Escolar, no Extremo Sul Fluminense.
(Acervo Marcelo Câmara)

  • Recenseamento Escolar. Mimeo, Ed. da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Angra dos Reis, 1950.
      (Integram o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)

Prefácios e Introduções

  • Apresentação do livro Silvio Romero, Juiz, de José Alberto da Silva (Ed. Borsoi, Rio de Janeiro, RJ, 1955), obra que narra a passagem do grande jurista, pensador, crítico literário e professor como Pretor do Termo Judiciário de Paraty, de 1877 a 1879.



Capa do livro Silvio Romero, juiz, do qual Câmara Torres fez a Apresentação
ao lado do Prefácio de Carlos Maul..
(Acervo Marcelo Câmara)

  • Prefácio do livro Paraty, Caminho do Ouro, de Heitor Gourgel e Edelweiss Amaral (Livraria São José, Rio de Janeiro, RJ, 1973), a mais importante e completa obra, trabalho de vanguarda e robusto, sobre a História do Município. (O jornal carioca Diário da Tarde, edição de 7.1.1974, informou, em sua página literária que “o escritor Câmara Torres, que leu o livro nos originais, se encantou com o desenrolar desses novos capítulos da História de Paraty, ricos de pesquisa, frutos da mais tranquila e sábia paciência”.)


Câmara Torres prefaciou a principal obra sobre a História
da Cidade  Patrimônio Mundial da Humanidade
(Acervo Marcelo Câmara)

  • Apresentação do livro de poemas Consequências, da poetisa paratyense Magali de Oliveira (Ed. Cromos, Niterói, RJ, 1990).
      (Integram o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)

Outros trabalhos publicados

  • O Ensino Normal em Angra dos Reis. Trabalho técnico de Pedagogia e Administração da Educação, para discussão em encontro dos prefeitos de Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba, por todo o professorado da Região e lideranças comunitárias, visando à criação de uma Escola de Curso Normal Regional em Angra, de quatro anos, para os formados nos Grupos Escolares, visando formar e lotar professores para aqueles municípios. Detalhada a sua justificativa, viabilidade e eficácia, o documento foi elaborado pelo Técnico de Educação, de acordo com o advento da Nova Lei Orgânica do Curso Normal (Decreto-Lei Federal 8530, de 8.1.1946) e a edição do Decreto-Lei Estadual 1592, de 30.1. 1946, que criou uma Comissão a fim de regulamentar a aplicação da norma federal. Após a sua análise e discussão regional, seria encaminhado, como Proposta política, ao Interventor Federal, Amaral Peixoto. Mimeo, Angra dos Reis, RJ, 17.5.1946.
  • O Fim de uma vida. Crônica jornalística e histórica sobre o episódio da morte de Alberto Maranhão em Angra dos Reis, in Revista Bando, da Associação Euclides da Cunha, edição do Ano IV, Vol. III N. 3, de 1952, Natal, RN (Republicado na Revista do Ateneu Angrense de Letras e Artes, de Angra dos Reis, RJ, na década de 1970).

Advogado, Político, Alberto Maranhão
 (*Macaíbas, RN, 1872-†Angra dos Reis, RJ, 1944),
duas vezes Governador do Rio Grande do  Note 
e Deputado Federal por dois mandatos.
É considerado o mais importante Homem Público
da Educação e da Cultura potiguar.
(Acervo Marcelo Câmara)


  • Um troféu da minha vida de Homem Público e Católico Vicentino. Discurso e prestação de contas das atividades do biênio 1957-9 na Presidência da Associação de Caridade São Vicente de Paulo - ACSVP, mantenedora do Asilo São Vicente de Paulo, de Angra dos Reis, após há dez anos à frente da instituição, desde 1949. Mimeo, ed. da ACSVP, Angra dos Reis, 1959.
  • Oração de Paraninfo da primeira turma da Escola Normal do Ginásio Angrense. Fala de 24.1.1953. Filosofia, Pedagogia, Psicologia, Magistério. Mimeo. Editado pela Escola Normal do Ginásio Angrense, Angra dos Reis, 1953.
  • Relatório apresentado à Assembleia Geral da Associação de Caridade São Vicente de Paulo de Angra dos Reis, na condição de Presidente, em 19.7.1953. Mimeo, ed. da Associação, Angra dos Reis, 1953.
  • Relatório apresentado à Assembleia Geral em 19.7.1957, por ocasião da Festa Inaugural do Asilo São Vicente de Paulo de Angra dos Reis. Foi Presidente, por mais de dez anos, da Associação de Caridade São Vicente de Paulo - ACSVP. Sob sua administração, construiu e inaugurou o Asilo de Assistência à Velhice Desamparada. Mimeo, ed. da ACSVP, Angra dos Reis, 1957;
  • Um caicoense ausente. Artigo, in Olho Vivo, nº 8, edição de 30.7.1976, boletim e edição da Associação Universitária de Caicó – AUCA – RN.
  • O PDS e a Autonomia. Artigo em defesa da exclusão de Angra dos Reis, da lista dos municípios considerados “Áreas de Segurança Nacional” pelo Governo Militar, pelo direito irredutível dos angrenses elegerem o seu prefeito pelo voto direto. Maré – Jornal Comunitário, Angra dos Reis, RJ, edição de 15.10.1981.
  • João Pedro Segundo. Artigo-homenagem, perfil biográfico da personalidade pública homônima, grande líder da Comunidade do Camorim, Angra dos Reis, quando do seu falecimento, publicado no jornal Maré- Jornal Comunitário, Angra dos Reis, RJ, edição de 25.8. 1995.
Trabalhos como Editor
  • Samuel Costa 1882-1930 – Versos. Reunião e revisão para a ortografia vigente de todos os sonetos manuscritos pelo ilustre paratyense no final da vida. Material cedido por sua filha Maria Luiza Costa Machado, de quem Câmara Torres era amigo e advogado. Mimeo, Niterói, RJ, 18.11.1973. Uma segunda edição foi produzida por Câmara Torres, no mesmo suporte, em Niterói, a  13.7.1984.
          (Integra o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)



Capa do folheto da primeira e única edição, artesanal, mimeografada,
dos Sonetos de Samuel Costa, feita por Câmara Torres em 1973.
(Acervo Marcelo Câmara)



Introdução à primeira edição, de 1973, dos Versos, de Samuel Costa.
(Acervo Marcelo Câmara)

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OBRAS NÃO PUBLICADAS

(não editadas/não impressas)


Da Infância à sua partida,
de 1930 a 1998,
dos 12 aos 81 anos.

AULAS / CONFERÊNCIAS / ENSAIOS /  PALESTRAS / DISCURSOS / ORAÇÕES 


ALGUNS REGISTROS

  • A Educação Cívica e a Mocidade - Ideias para o curso de ginásio. Trabalho apresentado no Congresso Universitário de São João Del Rei, MG, pelo quintanista do Curso Ginasial do Colégio Salesiano Santa Rosa, aos dezoito anos de idade. 9.2.1936.
  • Adeus! Discurso de encerramento do ano letivo do Colégio Salesiano Santa Rosa, em nome de todos os Bacharéis de 1936, e, também, sua despedida como aluno salesiano. Niterói, 28.11.1936.
  • Marília de Dirceu - o drama de amor da Inconfidência - História, Literatura, Política. Sobre o infeliz romance de Thomaz Antonio Gonzaga e Maria Dorotéa Joaquina de Seixas. Conferência pronunciada em Sessão Solene do Grêmio Estudantil do Liceu de Humanidades Nilo Peçanha, no Salão Nobre da instituição de ensino, em Niterói, a 21.4.1937. (Primeira fala de José Augusto da Câmara Torres aos seus colegas e professores do Curso Pré-Jurídico do Liceu, preparatório para o Vestibular de Direito, onde havia ingressado a 1º.4.1937, após ser aprovado em rigorosos exames)
  • O Estagirita, pensamento e atualidade de Aristóteles. Conferência-ensaio filosófica, pronunciada na sessão inaugural do Club dos Peripatéticos, no Salão Nobre do Liceu de Humanidades Nilo Peçanha. Niterói, RJ, noite de 23.10.1937.
  • José Bonifácio. Conferencia-ensaio de grande impacto nos meios estudantis e acadêmicos, no Centenário do Patriarca da Independência, com grande repercussão na Imprensa do Estado do Rio de Janeiro e no Distrito Federal, Colégio Salesiano Santa Rosa, Niterói, 6.4.1938. (No mesmo ano, o trabalho foi apresentado, também, no Instituto de Educação de Niterói e no Liceu de Humanidades Nilo Peçanha.)
  • A Princesa Izabel. Fala de cunho histórico e cívico no Lançamento da Pedra Fundamental do Monumento à Princesa Izabel, campanha idealizada e liderada por José Augusto da Câmara Torres. No microfone da Petrópolis Rádio Difusora - PRD3, Petrópolis, a 13.5.1938, no Cinquentenário da Abolição da Escravatura.
  • Os olhos verdes. Literatura e Estética. Ensaio-Conferência pronunciada no Instituto de Educação de Niterói, para alunos, professores e convidados. Niterói, RJ, tarde de 5.11.1938.
  • D. Antonio Felipe Camarão: uma nobreza singular do Século XVII. História, Política. Conferência ao tomar posse na Cadeira de Felipe Camarão, na Academia São Francisco de Sales, da Congregação Mariana de N. Sa. Auxiliadora e Dom Bosco, a 31.12.1938, em Niterói, RJ.
  • Casimiro e Fagundes. Ensaio de Crítica Literária sobre as fases do Romantismo Brasileiro. S/data (1938), Niterói, RJ.
  • Duas conferências sobre Educação e Cultura no Instituto de Educação do Estado do Rio de Janeiro, para alunos, pais, professores e convidados, pronunciadas no auditório do Instituto, no ano de 1938.
  • O Valor da Literatura Anchietana. Erudita conferência-ensaio pronunciada na Associação São Francisco de Sales, no Colégio Salesiano Santa Rosa, Niterói, RJ. Segunda metade da década de 1930.
  • Benjamin Constant. Oração do Acadêmico, primeiranista da Faculdade de Direito de Niterói, na Sessão Solene realizada no Teatro Municipal João Caetano, em Niterói, pelo Governo do Estado, comemorativa do Cinquentenário da República, a 15.11.1939.


a 15 de novembro de 1939, em nome da mocidade niteroiense, o primeiranista de Direito,
Acadêmico José Augusto da Câmara Torres, à dir., faz uma oração sobre Benjamin Constant,
na Sessão Solene do Cinquentenário da República, no Teatro Municipal João Caetano.
(Acervo Marcelo Câmara)

  • República e Mocidade. História, Política, Direito. Oração-ensaio apresentada na fase final do Concurso de Oratória da Faculdade de Direito de Niterói, realizado em 1939, quando conquistou o 2º lugar. Niterói, RJ, 4.11.1939.
  • Saudação a Tristão de Athayde. Filosofia, História, Política, Catolicismo. Discurso de abertura à célebre Conferência Jackson de Figueiredo e a Ação Católica, pronunciada pelo jornalista, sociólogo e filósofo, professor Tristão de Athayde (Alceu de Amoroso Lima), quando destacou, ainda, “a inconfundível personalidade de Jackson de Figueiredo”, grande pensador católico, no Teatro Municipal João Caetano, de Niterói, a 11.5.1940.
  • O império do Brasil como forma de Unidade Nacional. Oração-ensaio. História e Política. Oração-ensaio com a qual concorreu a uma das fases do Concurso de Oratória da Faculdade de Direito de Niterói. 26.11.1940.
  • As relações do Brasil na América. Oração-ensaio. História, Política e Relações Internacionais. Trabalho com o qual concorreu à primeira fase, classificatória, do Concurso de Oratória da Faculdade de Direito de Niterói. Outubro de 1939.
  • Aristóteles. Ensaio filosófico sobre a atualidade da obra do pensador grego. Trabalho provocado pelo Prof. Frei Damião Berge, catedrático da Cadeira de História da Filosofia, no 1º ano do Curso de Ciências Sociais, da Faculdade Nacional de Filosofia. Rio de Janeiro, 1940.
  • Lições da Rerum Novarum. Palestra proferida na Faculdade de Direito de Niterói, em Sessão Solene Comemorativa do Cinquentenário da Encíclica de Leão XIII, promovida pela Sociedade Universitária de Estudos Sociais daquela Faculdade, em homenagem ao Primeiro Congresso de Direito Social que se realizava em São Paulo, SP. Na noite de 22.5.1941.
  • Saudação a Luís da Câmara Cascudo. Oração de Recepção ao ilustre etnógrafo e historiador, Luís da Câmara Cascudo, na solenidade promovida pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, na Faculdade de Direito de Niterói, quando o ilustre intelectual proferiu a conferência As lendas e a formação social do Brasil, a 5.8.1941.
  • Renato Viana: Glória do Teatro Brasileiro. Estética, Arte, Teatro. Vida e obra de Renato Viana. Oração-Ensaio feita na presença do artista, autoridades e convidados, no Teatro João Caetano (Teatro Municipal de Niterói), a 23.7.1941.
  • Fagundes Varela. Palestra radiofônica sobre a vida e obra do grande poeta, no ano do seu Centenário. Rádio Sociedade Fluminense – PRE6, Niterói, às 21h30m, de 13.8.41.
  • Bandeira Nacional – Rainha Espiritual do Povo Brasileiro. Oração cívico-histórica, verdadeira ode épica em prosa, ao Pavilhão Nacional, na Escola Profissional Aurelino Leal, em Niterói, a 19.11.1941, diante da diretoria, professores e alunas.
  • A Biblioteca. Aula proferida na Escola Profissional Aurelino Leal, em Niterói, dentro da série de Lições-Palestras do Programa O Livro, do Serviço de Difusão Cultural, do Governo do Estado do Rio de Janeiro.  9.6.1942.
  • 54º aniversário de promulgação da Lei Áurea. Culta oração, de caráter histórico, cívico e pedagógico, dirigida a autoridades, professorado, estudantes e povo em geral, tratando de Angra dos Reis, seu passado e presente; da contribuição do Negro à Nação; da Abolição da Escravatura; da República que teve no angrense Lopes Trovão a suprema voz e guerrilheiro; e da Educação, como principal instrumento de formação da Cidadania e forjadora indispensável do futuro de paz e desenvolvimento para o Município e sua Gente, a 13.5.1942, na Cidade de Angra dos Reis.
  • A Realidade Política Atual. Fala cívico-política no sétimo aniversário do Estado Novo, em Paraty, diante de autoridades, professores, alunos e povo em geral, a 10.11.1944.
  • A Educação Pública e o Progresso do Extremo Sul Fluminense. Educação, Política, Cidadania, Desenvolvimento. Discurso que inaugura o Grupo Escolar Lopes Trovão – GELT a 1º de junho de 1945, em Angra dos Reis, à época, “a maior e mais moderna escola da Região”.
  • Centenário de Lopes Trovão. História, República, Sociologia e Educação. Emocionante e elevada oração-ensaio feita por Câmara Torres, um ano antes dos cem anos de nascimento do maior dos republicanos. O Técnico de Educação traça um belíssimo retrato do ilustre tribuno, filho da Ilha da Gipóia, orgulho dos angrenses. O texto foi lido no Grupo Escolar Lopes Trovão, perante o Governador do Estado, Edmundo de Macedo Soares e Silva, autoridades, professorado, estudantes e povo, a 23.5.1947.
  • A Criança, a Educação e a Pátria. Brilhante discurso, pela síntese e conteúdo, feito em Angra dos Reis, provavelmente no Grupo Escolar Lopes Trovão, dirigidos aos professores e alunos, por ocasião da Semana da Criança. Oração crítica e pedagógica em defesa e pela salvação da criança brasileira, especialmente das desvalidas, sem alimentação, sem saúde, sem escola, sem futuro e contra o alto índice de mortalidade infantil. A 22.10.1947.
  • A Marinha e o Brasil. Discurso comemorativo feito no Dia do Marinheiro, na Escola Almirante Batista das Neves, em Angra dos Reis. Dezembro de 1947.
  • Angra dos Reis, história e futuro. Palestra sobre a história, o percurso e perspectivas políticas, socioeconômicas e culturais, de Angra dos Reis, no dia do  446º aniversário do Município, pronunciada a convite do Poder Legislativo local. Câmara Municipal de Angra dos Reis, RJ, 6.1.1948.
  • Academia São Francisco de Sales: Fé, Estudo e Cultura. Palestra de José Augusto da Câmara Torres, no 14º aniversário da instituição que ele fundou a 7.10.1934, com os irmãos Dayl e Lyad de Almeida.  O palestrante narrou a história, os cometimentos e êxitos culturais alcançados pela Academia, que ele presidiu em oito gestões e onde ocupava a Cadeira de Felipe Camarão. Recordou os principais personagens que construíram a ASFS, os companheiros, os professores, os religiosos, os intelectuais que brilharam nas suas memoráveis sessões e conferências.  A ASFS era o braço cultural da Congregação Mariana de Nossa Senhora Auxiliadora e São João Bosco, entidade que José Augusto foi um dos fundadores, a 15.8.1934. Colégio Salesiano Santa Rosa. 7.10.1948.
  • O Escotismo, a Educação e a República. Discurso pronunciado em Angra dos Reis no segundo aniversário da Associação dos Escoteiros do Mar Almirante Brasil, daquele Município, no 102º aniversário de nascimento de gipoiano Lopes Trovão, a 23.5.1949.
  • Júlio Maria. Oração-ensaio no Centenário do maior orador sacro do Brasil, o Padre Júlio Maria (Júlio César de Morais. * Angra dos Reis, RJ, 20.8.1850 – † Rio de Janeiro, RJ, 12.4.1916). Angra dos Reis, RJ, 20.8.1950.
  • Silvio Romero: Gigante da Inteligência Nacional. Admirável Conferência-ensaio pronunciada no Centenário do ilustre pensador, no Grupo Escolar Samuel Costa, em Paraty, para uma plateia de autoridades, professores, alunos e povo em geral. Silvio Romero – jornalista, filósofo, professor, sociólogo, crítico literário, advogado, escritor, etnógrafo, folclorista – foi Juiz Municipal e de Órfãos, do Termo de Paraty, de 1876 a 1879. Evento realizado a 18.11.1951.
  • Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Palestra no transcurso do 35º aniversário da aparição da Virgem Maria a três pastores, em Portugal. Catolicismo, Marianismo, História. O ativista católico e congregado mariano, Doutor José Augusto da Câmara Torres, fala ao povo de Lídice, aceitando convite do Vigário local, PeAlfredo Oelkers. Lídice, Rio Claro, RJ, 13.5.1952.
  • Lopes Trovão. Oração de caráter histórico e cívico, pronunciada em Angra dos Reis, provavelmente no Grupo Escolar Lopes Trovão, na sede do Município, para professores, alunos e autoridades, a 23.5.1957.
  • Oração de Paraninfo da Turma da Escola Normal Everardo Backheuser. Filosofia, Pedagogia, Psicologia, Sociologia. A importância do Magistério na realidade de então. Perfil de Everardo Backheuser. Presente à cerimônia o Vice-Governador do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Silveira. Angra dos Reis, RJ. Pronunciada a 14.12.1957.
  • A importância da educação familiar e sistemática na formação integral do adolescente. Palestra pronunciada no Centro Juvenil de Orientação e Pesquisa, em Icaraí, Niterói, RJ, a 13.5.1959.
  • Oração de Paraninfo da Primeira Turma da Escola Normal Maria Luiza. Proferida em Paraty, RJ, em 1966.
  • Lopes Trovão. Oração de posse na Cadeira nº 27, patronímica do ilustre angrense, na Academia Valenciana de Letras. Câmara Torres foi saudado pelo acadêmico Dayl de Almeida. Valença, 19.6.1965.
  • Angra dos Reis: Evolução Cultural e Desenvolvimento Portuário. Aula Inaugural do ano letivo de 1967, do Colégio Estadual Artur Vargas, em Angra dos Reis, RJ.
  • O Municipalismo, Palestra proferida na Câmara Municipal de Angra dos Reis, RJ, quando da instalação dos trabalhos da Assembleia Municipal Constituinte, a 19.10.1989.
  • A Educação em Angra dos Reis: dos primórdios até 1954. Ciclo de Palestras Memórias da Terra dos Magos, promovido pela Casa da Cultura de Angra dos Reis, Ateneu Angrense de Letras e Artes, e Prefeitura Municipal de Angra dos Reis. 24.10.1991.

OBS. Entre as Obras não Publicadas, da relação acima, não constam centenas de títulos ou temas de discursos e orações, escritas e não escritas (falas de improviso), pronunciadas em diversos fóruns e eventos – culturais, pedagógicos, literários, políticos, artísticos, estudantis, universitários, acadêmicos, religiosos etc. – da juventude à partida do biografado. Isto porque ele não arquivou os textos escritos, nem deu relevância aos não escritos, não os registrando, ao menos, factualmente.

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TRABALHOS INÉDITOS
NÃO DIVULGADOS / NÃO PUBLICADOS

De 1936 a 1998
Dos 19 aos 81 anos


Alguns totalmente inéditos; outros lidos por algum amigo, mas nunca publicamente, não impressos e não distribuídos.

  • Foi em uma noite de maio. Conto escrito a 2.5.1936.
  • O poema do meu amor. Poema em prosa, de estilo romântico e moderno. Edição de apenas um exemplar, por isto considerada “obra não publicada”, pois não foi distribuída e somente Tudinha, musa e então noiva de José Augusto, recebeu e leu o livro. O autor desta biografia foi o segundo e último leitor da obra, após a morte de Câmara Torres. São vinte textos espiritualizados, sublimados em sentimento elevado, cristão e lírico, criados e datilografados em 43 páginas, entre folhas de papel fino, encadernados em volume de capa dura na cor verde. São vinte poemas. No capa, no canto inferior direito, gravado em ouro: “Gertrudes Nóbrega”. No livro, José Augusto fala à Tudinha, no ano anterior às núpcias, 1940, da história e da verdade do seu Amor. Na dedicatória, em cartão, preso, quando da encadernação do volume, o Autor escreve:

"Tudinha: Quero que, seus olhos leiam e seu coração guarde, estas páginas feitas com o carinho e a sinceridade do meu amor. Niterói, 10-4-40. José Augusto

Trata-se da edição particular de uma obra, com a impressão de exemplar único, destinada e entregue apenas à sua noiva, com exclusividade, à qual, jamais, nenhum dos outros sete filhos ou qualquer outra pessoa teve acesso. O autor desta biografia foi o segundo leitor do livro. A exceção deu-se às vésperas do casamento, quando Tudinha pediu ao seu tio e padrinho de batismo, o médico Doutor José da Silva Pires Ferreira, que lesse os originais. O tio, após confessar que leu integralmente o texto, escreveu num cartão à sobrinha:

“Tudinha (...) senti o suave aroma que evolava da sinceridade do seu noivo. Que Deus abençoe o seu amor e o dele, a fim de que possam ser sempre felizes.”

  • Terra Potiguar. Ensaio-conferência, vasto, riquíssimo em informações e reflexões acerca do Rio Grande do Norte, abordando aspectos geográficos, históricos, sociais, econômicos e culturais da terra de Câmara Cascudo, escrito na primeira metade dos anos 1930. (Publicação e/ou divulgação incerta.)
  • A dor e a prece. Ensaio filosófico. Escrito por volta de 1936, s/ data.
  • O Imperador e Machado de Assis. Ensaio inédito, não dito ou publicado. História, Estética, Filosofia, Literatura, Política. Estudo crítico profundo da formação, estética, personalidade e conduta das personalidades de D. Pedro II e do escritor Joaquim Maria Machado de Assis. Quinze laudas manuscritas. Escrito por volta de 1940, s/ data.
  • Seus preciosos Diários Íntimos (em grande parte destruídos ou perdidos), substituídos, depois, por Memórias Anuais, estas existentes. Textos confessionais, de alto valor literário e histórico, escritas ao final de 1936, 1937 e 1938. De caráter existencial, emocional, social, estético, religioso, de crítica moral e política ao cenário nacional, plenos de ansiedade, paixão e angústia, tratando do seu lugar na família, na escola, no trabalho, na comunidade, do que fez e deixou de fazer; do como e do porquê dos seus cometimentos e abstenções. Escreve sobre os que com ele se identificavam ideológica e filosoficamente; planos de vida pessoal e perspectivas que vê para os seus amigos, o horizonte da sua cidade, do seu Estado, do País.

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OBRAS SOBRE CÂMARA TORRES

  • Câmara Torres: 70 anos de ideias e obras. Biografia escrita por Marcelo Câmara. Ed. do autor, impresso na Gráfica do Senado Federal, 1987, Brasília, DF.
           (Integra o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)



(Acervo Marcelo Câmara)

  • Câmara Torres – Um Homem Público, de Marcelo Câmara. Biografia, História, Política, Cultura. Oração-ensaio pronunciada na solenidade de posse do Autor como Membro Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN, Natal, em 2007. Publicado na Revista nº 94-2016, do IHGRN, Natal, RN; e na Revista do Ateneu Angrense de Letras e Artes, Angra dos Reis, RJ, 2009.
  • Às crianças e jovens de Rio Claro Câmara Torres, de Marcelo Câmara. Resumo biográfico e Ideias do Educador e Político José Augusto da Câmara Torres, em Rio Claro, de 1942 a 1995. escrita, editada e publicada por seu filho, em celebração dos 102 anos de nascimento do Homem Público. A publicação foi distribuída aos alunos do 1º ao 8º ano, após Palestra de Marcelo Câmara, realizada no pátio coberto do Centro de Ensino Municipal Deputado Câmara Torres - CEMEDECT, dirigida aos corpos discente, docente, pedagogas, coordenadoras e direção do , pais de alunos, autoridades municipais, convidados e povo de Passa Três e do Município que estiveram presentes ao evento. Passa Três, Rio Claro, RJ, a 19.6.2019. Ed. do autor, Rio de Janeiro, RJ, junho de 2019.
            (Integra o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)



Capa e quarta página do folheto-cartão.
(Acervo Marcelo Câmara)


 2ª e 3ª páginas do folheto-cartão
(Acervo Marcelo Câmara)


PRINCIPAIS REPRODUÇÕES,
CITAÇÕES E REFERÊNCIAS EM LIVROS,
TESES ACADÊMICAS,
ENSAIOS E ARTIGOS,
RELATIVOS AO NOME E AO TRABALHO
DE CÂMARA TORRES


  • Caminhos Cruzados – Livro I: A vida, a obra e o tempo de Newton Mendonça. Obra de Marcelo Câmara. Biografia, Música Brasileira, Bossa Nova. Também em e-book. Mauad, Rio de Janeiro, RJ, 2001,
  • Cachaça – Prazer Brasileiro, de Marcelo Câmara. Cachaçologia, História, Agroindústria da Cachaça, Economia, Sociologia, Política, Cultura e Artes. Mauad, 1ª ed. 2004 e 2ª ed. 2018, esta última também em e-book. Rio de Janeiro, RJ.
  • Cachaça bebendo e aprendendo – Guia Prático de Degustação / Guia prático de degustação / drinking and learning - Practical guide to tasting, de Marcelo Câmara. Cachaçologia, Agroindústria da Cachaça, Economia, Sociologia, Cultura, Arte de Beber. Também em e-book. Mauad, Rio de Janeiro, RJ, 2006.
  • A planície e o horizonte – Memórias inacabadas. Obra de Celso Peçanha. Autobiografia, História Política Fluminense e Brasileira. Ed. Cromos, Rio de Janeiro, RJ, 2006.


(Acervo Marcelo Câmara)

  • Um pouco de mim, muito dos outros, de Togo de Barros. Autobiografia, História Política Fluminense e Brasileira. Ed. Muriaquitã, Niterói, RJ, 1995.
  • Raul Pompeia – o gênio feito Homem. Obra de Marcelo Câmara. Oração-ensaio bio-estilístico quando da posse do Autor na Cadeira 37, patronímica do escritor, na Academia Fluminense de Letras - AFL, a 21.6.1918. Ed. do Autor, Rio de Janeiro, RJ, 2018.


Câmara Torres ocupou parte da Oração-ensaio
com a qual Marcelo Câmara tomou posse na AFL.
(Acervo Marcelo Câmara)

Câmara Torres possui textos de sua autoria, o seu nome citado, suas obras e trabalho profissional referenciados em dezenas de obras – biografias, autobiografias, memórias, livros de História, Educação, antologias de crônicas etc. – de políticos, sociólogos, historiadores, pedagogos e cientistas sociais, bem como em monografias e teses acadêmicas, bibliografias sobre Educação, História Política dos Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, Folclore fluminense e potiguar. Seus artigos e ensaios sobre Folclore estão indexados na Biblioteca Amadeu Amaral e nas bibliografias editadas pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do Instituto Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Cultura. Todos os trabalhos sobre Câmara Torres, que o citam ou fazem referências à sua vida e obra integram o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional.

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