segunda-feira, 23 de março de 2020

MAGISTÉRIO, VIDA UNIVERSITÁRIA E JORNALISMO PROFISSIONAL


CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES
1917  – 2017
José Augusto da Câmara Torres
(* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 2017)
Jornalista, Educador, Advogado, Político
________________________________________


Nos anos de 1937 a 1941, José Augusto vive exclusivamente do Jornalismo, escrevendo em diversos veículos de Niterói, Rio de Janeiro, Natal e Caicó. Mas era o Magistério que sustentava o jovem enquanto aluno do Pré-Jurídico do Liceu de Humanidades Nilo Peçanha e, depois, acadêmico da Faculdade de Direito de Niterói. Lecionou Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Portuguesa, História do Brasil e História da Civilização, Geografia, Ciências Físicas e Biológicas em colégios de Niterói. No Colégio Salesiano Santa Rosa começa a lecionar em 1937, na última série do Curso Primário e, em seguida, na quarta e quinta séries do Curso Ginasial. Logo, passa a ensinar, também, no Curso Ginasial do Colégio Nossa Senhora das Mercês e no Ginásio Icaraí.


O professor José Augusto, em 1940, com os seus alunos internos da quarta série ginasial
do Colégio Salesiano Santa Rosa, numa foto que lhe foi dedicada, no ano seguinte,
por um deles, José Aiex, que aparece sobre o ombro esquerdo do mestre.
(Acervo Marcelo Câmara)
 Centenas foram os alunos do Prof. José Augusto da Câmara Torres, no Colégio Salesiano Santa Rosa, no Colégio N. Sa. das Mercês e no Ginásio Icaraí, onde lecionou de 1936 a 1941, e que, depois, brilharam profissionalmente, se destacaram na vida fluminense e nacional. Juristas, professores universitários, magistrados, profissionais liberais de várias áreas, oficiais das Forças Armadas, cientistas, artistas, sacerdotes, etc.
 


 
Entre as suas alunas do Colégio N. Sa. das Mercês, colégio religioso, das Irmãs Mercedárias da Caridade, onde estudavam apenas moças, este biógrafo não encontrou nomes femininos que, mais tarde, se notabilizaram. No Ginásio Icaraí, este biógrafo nunca soube e não encontrou registros dos nomes de seus alunos. Entretanto, no Colégio Salesiano, onde Câmara Torres ensinou por cinco anos, foram seus alunos e, adultos, se distinguiram na sociedade fluminense:
  • Francisco do Rego Mello (depois, famoso Professor de Matemática do Colégio Salesiano Sta. Rosa)
  • Gastão Menescal Carneiro (depois, ilustre Promotor e Procurador-Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro)

Gastão Menescal
(Foto: MPERJ – Acervo Marcelo Câmara)

  • José Domingos Moledo Sartori (depois, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro)
  • Luiz Carlos da Silva Lessa (depois, Professor do Ensino Médio, Membro do Conselho Estadual de Educação, Procurador do Estado do Rio de Janeiro e escritor)
  • Reinaldo Pinto Alberto (ativista católico, depois prestigioso Contador em Niterói)
  • Youssif Salim Saker (depois, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro)
  • Celso Furtado de Mendonça (depois, renomado advogado e poeta)

José Aiex, aluno de Câmara Torres em 1940,
numa foto feita em agosto de 2017,
em sua residência, em Barra do Piraí, RJ.
(Foto: Helen Aiex)


NA FACULDADE DE DIREITO

José Augusto prestou vestibular para a Faculdade de Direito de Niterói, no início de 1939, sendo um dos primeiros classificados obtendo a nota média 77,5: 100 em Literatura e em Geografia; 75 em Higiene; 65 em Latim e em Filosofia; e 60 em Sociologia. Também em 1939, prestou vestibular, e passou, entre os primeiros, para a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, para o Curso de Ciências Sociais. A 17 de maio de 1939, o Diário Oficial da União e jornais cariocas publicavam as listas dos aprovados nos Vestibulares para os diversos Cursos da Universidade do Brasil. Com José Augusto, foram aprovados, para aquele Curso: Dayl de Almeida (o maior amigo, desde os tempos de Colégio Salesiano, e que fez carreira como professor universitário de Sociologia); Fernanda Augusta Vieira Ferreira (Fernanda Barcelos, legenda da Psicologia), Alberto Guerreiro Ramos (que viria a se tornar um dos maiores sociólogos brasileiros, de prestígio internacional); os amigos e companheiros de Liceu: José Artur Aires da Cruz Rios, Wilson Peçanha Frederici (futuro Delegado de Polícia e, depois, Deputado Estadual, colega de Câmara Torres, na legislatura 1963-1966), Anselmo Nogueira Macieira e Paulo de Sales Guerra. E, ainda, novos amigos surgiram, seus colegas, também, na Faculdade de Direito, como, por exemplo, Paulo Gomes da Silva.

José Augusto e alguns desses colegas aprovados também em Direito, começaram a cursar as duas Faculdades. Entretanto, por força de um Decreto de Getúlio Vargas que proibia a matrícula simultânea em duas faculdades, tiveram de optar. E assim a maioria acorreu à Faculdade de Direito de Niterói. José Artur Rios fez vestibular para os dois cursos superiores. Cursou a Faculdade de Direito, colocou grau em 1943 e, em seguida fez o curso de Ciências Sociais, optando pela profissão de sociólogo, como professor universitário, pesquisador e autor de obras na área.

Em 1940, no Rio, José Augusto era aluno, matriculado sob o nº 1,
na 1ª série do Curso de Ciências Sociais
na Faculdade Nacional de Filosofia, da Universidade do Brasil,
ao tempo que fazia o 2º Ano da Faculdade de Direito de Niterói.
Porém uma lei federal impediu que ele cursasse simultaneamente as duas faculdades.
Optou, então, pela formação jurídica, bacharelando-se advogado.
Mas, continuou estudando, produzindo e lecionando em várias áreas das Ciências Sociais.
(Arquivo Marcelo Câmara)

Na Faculdade de Direito, José Augusto continuou integrando o grupo intelectual e político, nacionalista e cristão, alguns com origem no Colégio Salesiano Santa Rosa, como Dayl de Almeida e José Arthur Rios; outros do Liceu, como Celso Peçanha, Marshall Torres de Lacerda, Delson Pinheiro Curty, João Lopes Filho, Anselmo Macieira, Paulo do Couto Pfeil, Vasconcelos Torres, João Lopes Esteves, Paulo de Sales Guerra, João Augusto de Andrade, Wilson Peçanha Frederici. Também novas amizades nasceram como as de Hélvio Perorásio Tavares, depois Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; Messias Moraes Teixeira, depois educador e Deputado Estadual, colega de José Augusto na Legislatura 1967-1970; Jorge Paulo Wishart, futuro Prefeito de Angra dos Reis, por dois mandatos; e Badger da Silveira, futuro Governador do Estado do Rio de Janeiro.

20.9.1943. “Sala de Provas” da Faculdade de Direito de Niterói,
Turma do 5º ano de graduação.
Em primeiro plano, à direita, o trio inseparável (da esq. p/ dir.):
Dayl de Almeida, Celso Peçanha e Câmara Torres.
(Acervo Marcelo Câmara)

Mas havia os que não se identificavam, ideológica e politicamente com José Augusto e seu grupo, mas foram diletos colegas e amigos, como Antônio Carlos Sigmaringa Seixas, grande advogado, Procurador Geral do Estado do Rio de Janeiro em duas gestões, e, depois radicado em Brasília, foi Presidente da OAB-DF. Marcelo Câmara conheceu Sigmaringa e o visitou em seu famoso escritório na Capital Federal na década de 1980.

ATOS E FATOS MARCANTES
NA VIDA UNIVERSITÁRIA
DE CÂMARA TORRES

  • Em 1939, Dayl de Almeida conquistou o primeiro lugar num Concurso de Oratória, no âmbito da Faculdade, que foi uma prévia e eliminatória com a qual Dayl se credenciou para disputar o Concurso Nacional Universitário de Oratória, sob o tema A Mocidade e a República, previsto para 30 de janeiro de 1940, na Faculdade de Direito de São Paulo. O grupo de amigos mais próximos de Dayl, incluindo José Augusto, foi à capital paulista assistir o certame. Dayl representou o Estado do Rio de Janeiro, concorrendo com representantes de mais cinco Estados. A Comissão Julgadora: Prof. Soares de Faria, Diretor da Faculdade de Direito de SP; Embaixador Macedo Soares; o poeta Menotti Del Pichia, Presidente do IBGE e Diretor de Propaganda e Publicidade do Governo de SP; Francisco Pati, Diretor do Dep. de Cultura do Governo de SP; e Trajano Pupo Neto, Presidente do Centro Acadêmico XI de agosto e da União Nacional dos Estudantes – UNE. Na véspera, Trajano, José Augusto e Celso Peçanha, visitaram a redação do Correio Paulistano para divulgar o Concurso. Desistiram, à última hora, de concorrer, os representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e Pará. Foram vinte minutos de oração acerca do tema do Concurso e mais cinco minutos de improviso sobre tema sorteado na hora. A Comissão concedeu o 1º lugar, empatados, aos quatro candidatos finalistas: Dayl de Almeida (RJ) e os seus concorrentes de Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo. Assim, Dayl foi consagrado, recebendo o Diploma de “O melhor orador universitário do Brasil”.

  • No final de 1940, José Augusto foi eleito 1º Secretário do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga - CAEV, da Faculdade de Direito de Niterói. A chapa vencedora tomou posse na tradicional Festa da Chave, e tinha como Presidente Badger da Silveira. Dayl de Almeida era o Orador da Diretoria e José Arthur Rios integrava o Conselho Superior Provisório. Em meados de 1941, antes de terminar o mandato, José Augusto encaminha carta ao Presidente Badger da Silveira solicitando a sua despensa das funções de 1º Secretário, “tendo em consideração os inúmeros afazeres que atualmente me absorvem completamente o tempo que poderia dedicar aos altos interesses do nosso Diretório, compreendendo que a Secretaria é um lugar que exige atividade, ainda mais na presente fase de eleições.

  • O Acadêmico José Augusto da Câmara Torres foi um dos fundadores, a 29 de abril de 1941, da Sociedade Universitária de Estudos Sociais, da Faculdade de Direito de Niterói, e eleito seu Secretário-Geral. O Presidente era Celso Peçanha. Outros amigos integravam a Diretoria: 2º Vice-Presidente, Paulo de Salles Guerra; 1º Orador, Dayl de Almeida; Departamento de Relações Interamericanas, Anselmo Macieira; Departamento Artístico, Hélvio Perorásio Tavares e Lyad de Almeida; Departamento de Intercâmbio Cultural, Jorge Paulo Wishart. 
  • O Acadêmico José Augusto da Câmara Torres, Primeiro Secretário do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga – CAEV, promoveu, a 5 de agosto de 1941, a visita, à Faculdade de Direito de Niterói, de Luís da Câmara Cascudo. José Augusto convida e recepciona o grande etnógrafo e historiador com uma bela oração-ensaio. Cascudo pronuncia memorável conferência sobre o seu trabalho, a Cultura Brasileira e o nacionalismo que praticava diante do seu conceito e sentimento de Pátria, articulando-o com o conhecimento universal, e seu constante diálogo com estudiosos de todo o mundo. O CAEV assumiu o evento, organizando-o, no qual estiveram presentes professores, alunos, autoridades e intelectuais da Capital do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro (Distrito Federal). A aula de Cascudo teve repercussão nacional.

Faculdade de Direito de Niterói, 5.8.1941. Após ser saudado
pelo Acadêmico José Augusto da Câmara Torres, o genial Luis da Câmara Cascudo,
 já àquela altura, um cientista social de prestígio internacional,
em repercussiva conferência, traça um magistral painel sobre a Cultura do País,
a missão da juventude e da Universidade no enriquecimento e protagonismo
do progresso da Civilização Brasileira.
(Acervo Marcelo Câmara)
  •  Na noite de 22 de novembro de 1941, realizou-se a posse da nova Diretoria do CAEV, da Faculdade de Direito de Niterói para o ano de 1942. José Augusto fora o 1º Secretário da diretoria que findava o mandato, e esteve presente à solenidade. A Sessão foi aberta pelo Diretor da Faculdade, Desembargador Abel Magalhães. Em seguida a posse da nova Diretoria, presidida pelo Acadêmico Antônio Carlos Sigmaringa Seixas. Às 23h iniciou-se o baile. O discurso de entrega da Chave foi feito pelo bacharelando Élcio Crisóstomo. Na tradicional cerimônia de Recebimento da Chave, falou o quartanista Horácio Pacheco, que passou a ocupar o cargo de Orador na nova Diretoria. Seguiram-se, “no decorrer das danças, números de Arte que se prolongaram até as 4 horas da madrugada”.

  • Em 1941, José Augusto da Câmara Torres, cursando o terceiro ano da Faculdade de Direito, é eleito, pela quinta vez, para a Presidência da Academia São Francisco de Sales, fundada sete anos antes, a 7 de outubro de 1934, por três congregados marianos: o próprio José Augusto, e os irmãos Dayl e Lyad de Almeida. A Academia, em 1941, contava com 60 membros, todos jovens, sendo 20 efetivos, 20 honorários, 10 correspondentes e 10 participantes. A entidade promovia eventos culturais nas áreas da Música, Literatura, Artes Plásticas, Filosofia, História e Religião. No sétimo aniversário da Academia ela já contabilizava a frequência superior a 10 mil pessoas às suas sessões de estudo e discussões. As sessões realizadas, muitas delas, no Teatro Municipal João Caetano, trouxeram a Niterói grandes intelectuais, de respeitabilidade nacional, como Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde, Pedro Calmon, Hamilton Nogueira, Serafim dos Santos, Alcibíades Delamare, entre outros. Tais atividades sempre contaram com o apoio da Diretoria do Colégio Salesiano Santa Rosa, de associações religiosas da cidade, com as presenças do Bispo Diocesano, do Prefeito Municipal de Niterói, do Presidente da Academia Fluminense de Letras, escritores, políticos, intelectuais, do Clero, do corpo docente, alunos e ex-alunos do Colégio.
  • Na Faculdade alguns professores influenciaram na formação de Câmara Torres, com destaque para Oscar Przewodowski, de Direito Internacional Público.
  • O Orador da Turma de Bacharelandos de 1943 foi Dayl de Almeida com a oração Direito Natural, Fundamento do Direito Positivo, trabalho, depois, publicado numa edição do CAEV.




Na capa da foto oficial de bacharel de José Augusto, feita em 21.9.1943,  os autógrafos dos colegas da Turma de 1943.
No topo, à esquerda, o maior e mais constante amigo, Dayl de Almeida, seguido da assinatura do próprio José Augusto.
 Outros bacharéis podem ser identificados, que, como os dois, brilharam, a partir de então, na vida cultural,
profissional e política do Estado do Rio de Janeiro e do País:  Anselmo Macieira, João Lopes Esteves, Celso Peçanha,
 Wilson Peçanha Frederici, Paulo de Salles Guerra, João Lopes Filho, José Artur Rios,
Paulo do Couto Pfeil, Jorge Paulo Wishart, entre outros.
(Acervo Marcelo Câmara)




O convite de formatura, guardado, intocável, por setenta e quatro anos,
 descoberto por seu filho Marcelo, autor desta biografia, em 2017.
Dayl é o orador da Turma.
(Acervo Marcelo Câmara)

Em agosto de 1944, o Diretor Geral do Departamento Nacional de Educação autorizou o registro do Diploma de Bacharel em Direito e Ciências Sociais de José Augusto da Câmara Torres. O documento apresenta-se impresso em pele de carneiro traz selo em metal e fita verde-amarela, presos em cera.


Aos 26 anos, José Augusto, casado, pai de uma filha,
cola grau como Bacharel em Direito e Ciências Sociais.
Na época, ele já advogava, tinha carreiras no Jornalismo
e no Magistério, era autor de um livro publicado três anos antes
e, Técnico de Educação, chefiava a Região Escolar do Extremo Sul Fluminense.
(Acervo Marcelo Câmara)
 
Câmara Torres colocou grau em Direito a 20 de dezembro de 1943.
Em janeiro de 1944 agradeceu aos que o felicitaram.
(Acervo Marcelo Câmara)

O INGRESSO NO SERVIÇO PÚBLICO.
NO INÍCIO, O JORNALISTA,
REPÓRTER E REDATOR DA AGÊNCIA DO GOVERNO

De junho de 1933 a fevereiro de 1938, José Augusto e o seu amigo inseparável, Dayl de Almeida, alunos do Colégio Salesiano Santa Rosa e, em seguida, do Liceu de Humanidades Nilo Peçanha, no Curso Pré-Jurídico, preparatório aos exames para ingresso na Faculdade de Direito, dirigiram Espumas, depois A Ordem (nova denominação), jornal católico, político, que o primeiro fundou. A renda que José Augusto obtinha com os dois jornais, quando auferida, era mínima, irrisória, típica de estudantes pobres, de baixa classe média. Uma mesada de estudantes.


A 2 de setembro de 1941, aos 24 anos, José Augusto é admitido, por Ato do Secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, “para exercer, como temporário mensalista, durante o período compreendido entre 1º de setembro e 31 de dezembro de 1941, na função de Redator do Serviço de Propaganda e Turismo, com o salário mensal de quinhentos mil reais”.

Os papéis internos que fizeram a tramitação do processo de nomeação do Jornalista:


Com o despacho do Interventor Federal autorizando a nomeação do Jornalista
como “redator temporário mensalista”, José Augusto da Câmara Torres exerce,
pela primeira vez, uma função no Serviço Público.
(Acervo Marcelo Câmara)

Texto original encaminhado ao Diário Oficial do RJ,
que se transformará na “Portaria 155”, de 18.10.1941, publicada no dia seguinte,
e irá oficializar a função de Redator de José Augusto da Câmara Torres,
a título precário, no Serviço de Propaganda e Turismo,
após dez anos de trabalho ininterrupto na Imprensa potiguar, fluminense e carioca.
(Acervo Marcelo Câmara)

Assim, Câmara Torres ingressa no serviço público. E como Jornalista, seu primeiro ofício, que se inicia na infância. Vai “cobrir” os fatos e atos de interesse o Governo estadual, solenidades no Palácio do Ingá, nas Secretarias, inaugurações de obras e instituições públicas, eventos na rua etc. – todas de interesse jornalístico, dignas de divulgação.


Com o primeiro ofício, o de Jornalista, cujo exercício se inicia aos 12 anos,
 ele ingressa, aos 24, no Serviço Público.
(Acervo Marcelo Câmara)

O CASAMENTO

Em dezembro de 1941, José Augusto se licencia do cargo de Repórter e Redator da Agência de Notícias do Governo do Estado, e viaja ao Rio Grande do Norte. O objetivo: casar com Tudinha, o primeiro e único amor, nascido na infância, no Grupo Escolar Senador Guerra. Um ano e onze meses antes, a 28 de janeiro de 1939, José Augusto e Tudinha ficaram noivos em Caicó, RN.

José Augusto se casou na Catedral de Santana, no Caicó, às 6 horas da manhã de 26.12.1941, com a caicoense Gertrudes de Araújo Nóbrega, Tudinha, que passou a assinar "Gertrudes Nóbrega da Câmara Torres". Presidiu a cerimônia Monsenhor Walfredo Gurgel, futuro Deputado Federal, Senador e Governador do Estado. Tudinha pertencia a tradicionalíssimas famílias de Caicó. Era filha de Joaquim Gorgônio da Nóbrega (*Caicó, RN, 23.4.1872 – †Caicó, RN, 7.11.1944) comerciante e fazendeiro, e de Senhorinha Aladim de Araújo Nóbrega (*Caicó, RN, 5.11.1883 - †Caicó, RN, 28.12.1921), do lar. O pai de Tudinha descendia dos “Nóbrega de Bulhões”, originários do Minho, Portugal, família de Fernando de Bulhões, nome civil e leigo, pré-eclesiástico, do franciscano Frei Antônio, depois Santo Antônio de Lisboa, ou de Pádua, “o santo casamenteiro”.

No Casamento Civil, realizado na Praça da Catedral, 19, residência da noiva, foram padrinhos, do noivo: Dinarte Medeiros Mariz, primo de Tudinha, futuro Prefeito de Caicó, Senador, Governador do Estado, e sua mulher, Diva Vanderlei Mariz. Padrinhos da noiva: Otoni Nóbrega, irmão de Tudinha, e sua mulher, Áurea Fernandes Nóbrega. No Casamento Religioso, foram padrinhos, do noivo: Aprígio Câmara, tio de José Augusto; e Maria Leonor Cavalcanti, professora dos nubentes na infância; padrinhos da noiva: Jofre Ariston de Araújo, primo de Tudinha, e Maria Dulce Lamartine, futura pioneira do ativismo feminista no Estado e no Brasil, ao lado da primeira prefeita eleita do País, Alzira Soriano, de Lajes, município próximo.



José Augusto e Tudinha na sacristia da Matriz de Santana, no Caicó, a 26.12.1941,
logo após a cerimônia de casamento, rodeados pelos padrinhos e testemunhas.
Sentada, aos pés da noiva, a dama-de-honra Tereza Cristina, filha de Dinarte Mariz,
que, na foto, está atrás do noivo, sobre o seu ombro esquerdo. Até então, Dinarte,
agropecuarista e comerciante, não havia iniciado a sua longeva carreira política,
apenas nomeado Prefeito de Caicó na Revolução de 1930, ficando no cargo por dois anos,
afastando-se quando eclodiu o Movimento Constitucionalista de 1932, à qual deu apoio.
(Acervo Marcelo Câmara)

A lua de mel do casal aconteceu na terra e no mar. Iniciou-se em Caicó, depois Natal. Prosseguiu na viagem no navio Itaimbé, da capital potiguar até o Rio. O casal chega a Niterói no 1º dia de 1942.



"Quem casa quer casa" e, quando chegaram a Niterói, tudo já estava pronto: José Augusto alugara uma casa, limpou-a, mobiliou-a, e, no dia seguinte, 2 de janeiro de 1942, José Augusto e Tudinha já estavam vivendo numa casinha, simples e bucólica, na Vila do Pé Pequeno, próximo ao bairro de Santa Rosa. Rua Doutor Paulo César,  nº 211, Rua C, casa 115.
 

"Nosso primeiro lar..." - gravou José Augusto no verso desta foto.
 Esta foi a primeira residência dele e Tudinha, recém-casados, vindos do
Rio Grande do Norte. Uma cópia desta foto Tudinha enviou à sua mãe,
que estava no Caicó, escrevendo: "Quando arranjava as flores, na varanda
de nossa casinha. Para minha mamãe ver como sou feliz. 2.1.42".
Nela, nasceu Marta, a primeira filha, a 18 de julho de 1943.
(Acervo Marcelo Câmara)

Mas o mês de janeiro não foi tempo somente para o casal organizar-se para a nova vida. A lua de mel prosseguiu. José Augusto e Tudinha viajam, vão passear em Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, na Região Serrana do Estado do Rio, antes dele voltar ao trabalho, como jornalista no Governo do Estado e na Imprensa de Niterói, Rio e Natal.


Fins de janeiro de 1942. José Augusto e Tudinha,
em lua de mel, passeiam em Petrópolis, RJ.
(Acervo Marcelo Câmara)

Da união de José Augusto e Tudinha, nasceram oito filhos: seis mulheres e dois homens. Todos se formaram, tornaram-se cidadãos e cidadãs de bem. Uma vida simples, sem riqueza ou luxo. De sacrifícios e superações. Um balanço de quarenta e oito anos de casados de José Augusto e Tudinha, uma fotografia da grande família, pode ser traduzido e resumido nas palavras: amor sincero entre pai e mãe e, ilimitado, deles aos filhos; doação e dedicação total aos filhos através de uma criação saudável, uma educação ética edificante de valores, referências, rumos e exemplos. Tudinha irá se tornar a eterna namorada e esposa, companheira de todas as horas, sua assessora para a Educação e a Política, que datilografou e revisou, por toda a vida, todos os documentos e correspondências que o marido elaborou e firmou como Educador, Advogado e Político. E, principalmente, a sua grande e doce inspiração para sonhar, criar e construir, viver e conviver, caminhar sempre.

O JORNALISTA PROFISSIONAL
JOSÉ AUGUSTO DA CÂMARA TORRES,
DOS 19 AOS 37 ANOS,
DE 1938 A 1954

No período de 1937 e 1954, durante dezoito anos, José Augusto da Câmara Torres, muito produziu como jornalista profissional e publicou em vários jornais e revistas das cidades de Niterói e Angra dos Reis (RJ), do Rio de Janeiro (DF), de Natal e Caicó (RN). No período 1937-1954, entre os dezenove, após deixar o Colégio Salesiano, e os trinta e sete anos de idade, publicou nos seguintes veículos:
  • Folha Colegial, do Colégio Salesiano Santa Rosa, de Niterói, RJ.
  • Aríete, de Niterói, RJ, jornal fundado por Câmara Torres, Dayl de Almeida, Marcos Almir Madeira (este, depois, Presidente da Casa de Oliveira Viana; Professor da Faculdade de Direito de Niterói e da Faculdade de Ciências Sociais da UFF; Presidente do PEN Clube do Brasil, membro das Academias Fluminense e Brasileira de Letras, desta sendo Presidente) e João Augusto de Andrade (na década de 1940, duas vezes prefeito de Itaboraí; depois, Procurador do Estado.)
  • Revista Taba, de Niterói, RJ.
  • Ariel, de Niterói, RJ.
  • O Gládio, do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, da Faculdade de Direito de Niterói, RJ.
  • O Farol, de Niterói, RJ.
  • Canto do Rio Jornal, órgão do Canto do Rio Foot-Ball Club, de Niterói, RJ, do qual era sócio.
  • Almanaque das Famílias Católicas Brasileiras, do Rio de Janeiro, DF.
  • O Estado, de Niterói, RJ.
  • A República, de Natal, RN.
  • A Ordem, de Natal, RN.
  • Revista Nordeste, de Natal, RN.
  • Boletim do Serv. de Propaganda e Turismo do Governo do Estado do Rio de Janeiro, de Niterói, RJ.
  • Revista Bando, do Centro Cultural Euclides da Cunha, de Natal, RN.
  • Revista da Semana, de Natal, RN.
  • O Natal, de Caicó, RN.
  • O Sul Fluminense, de Angra dos Reis, RJ.
  • Folha de Angra, de Angra dos Reis, RJ.
  • Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, DF.
  • União, do Rio de Janeiro, DF.
  • Revista Potiguar, do Rio de janeiro, DF.

Colegas e Amigos de Jornal

Em O Estado, onde publicou, de 1938 a 1943, Câmara Torres conviveu e consolidou amizades com muitos jovens, que,  à época, como ele, fizeram carreira no Jornalismo. A seguir, alguns nomes que podem ser lembrados.

O editor, chefe de redação e exímio mancheteiro Antonio Santa Cruz Lima, autor da obra Ressurge a Velha Província (1942), livro de ensaios políticos. Além de jornalista e escritor, Santa Cruz Lima foi, também, autor, crítico e diretor de Teatro. Durante cinquenta e cinco anos, trabalhou em jornais de Niterói, Rio de Janeiro, São Paulo e de outros Estados. Fundou, com Tenório Cavalcanti, o jornal Luta Democrática, sendo o seu Redator-Chefe, desde abril de 1954 até o seu falecimento em 1962. Rui Santa Cruz Lima seguiu os passos do pai e foi Secretário da Luta por muitos anos. Além de Rui, dois filhos de Santa Cruz Lima foram amigos de Marcelo Câmara: João Carlos, seu colega no Colégio Salesiano, que seguiu a Engenharia; e Beatriz, no Curso de Jornalismo, do Instituto de Artes e Comunicação Social, da UFF, de 1973 a 1976, e repórter de O Globo e de outros veículos cariocas, nas décadas de 1970 e 1980.

O jornalista e escritor Maurício Caminha de Lacerda, irmão de Carlos Lacerda, depois, dirigente do Núcleo do Partido Comunista Brasileiro – PCB, em Ipanema, Rio de Janeiro. Lou Pacheco, repórter e cronista social, foi outra amiga por toda a vida. Em 1973, Lou trabalhou com Marcelo Câmara no seu primeiro emprego como jornalista profissional, no semanário Lig, de Niterói.  Outro profissional, companheiro de redação de Câmara Torres em O Estado e que se tornaria seu grande amigo, foi o excelente jornalista, cronista, contista, Humorista (com “H” maiúsculo, Humor Literário) e romancista consagrado, José Cândido de Carvalho, Membro da Academia Brasileira de Letras.

Primeira Carteira Profissional de Câmara Torres, expedida em 9.6.41,
quando tinha 23 anos.Nela estão os Registros Profissionais de Professor,
Administrador Escolar e Jornalista. E os contratos de Professor com o Colégio Salesiano
 e de Redator com o jornal O Pharol. Antes da Carteira, e depois dela,
Câmara Torres era empregado pelos colégios e jornais
sob contratos avulsos e pago contra recibos.
(Acervo Marcelo Câmara)
Os textos que ocupavam a coluna Hora Fluminense, o mais nobre espaço do jornal O Estado, publicados na primeira página, eram artigos críticos, de opinião, escritos por José Augusto da Câmara Torres no diário que era, à época, o mais importante do Estado do Rio de Janeiro. A coluna tratava de assuntos de grande importância jornalística e de interesse socioeconômico, político e cultural do Estado do Rio de Janeiro. Dos sessenta textos publicados, em 1941 e 1942, em trinta e quatro edições daquele primeiro ano não trouxe, abaixo da linha Hora Fluminense, o título do tema desenvolvido, nem a assinatura do redator José Augusto da Câmara Torres, considerando-se, assim, artigos de fundo ou editoriais, opiniões do jornal.


Em 1938, aos vinte anos, José Augusto já era um profissional de Imprensa,
contratado por empresas como Jornalista Editorialista e Colaborador
permanente de O Estado, onde assinava a coluna Hora Fluminense
na primeira página do diário. Em 1941, aos 24 anos, se filiou
à Associação Fluminense de Jornalistas.  De 1938 a 1942, passou a viver
do Magistério e do Jornalismo, lecionando em três colégios
de Niterói e publicando em vários jornais e revistas da Capital fluminense,
do Rio e de Natal. Quando se torna Jornalista Profissional, já contava oito anos
de atividades jornalísticas, porque começara aos treze anos,
criando e dirigindo um jornal em Caicó, RN.
(Acervo Marcelo Câmara)

Durante sete meses, de 1º de setembro de 1941 a 31 de março de 1942, com o intervalo da licença para o casamento, Câmara Torres foi repórter e redator do Serviço de Propaganda e Turismo - SPT, cobrindo atos e fatos jornalísticos, de interesse do Governo, produzindo dezenas de matérias não assinadas, que eram distribuídos para todo o País, todas publicadas no Boletim do Serviço de Propaganda e Turismo e distribuídas para os veículos do Estado. Repórter e Redator da Agência de Notícias do Governo Estadual, são centenas as matérias não assinadas por José Augusto.

Entre essas matérias não assinadas, destacam-se a série de artigos que escreveu sobre a Educação e a Cultura Fluminense, suas áreas prioritárias de atuação jornalística, e dois fatos que ele cobriu como repórter, dos quais guardava agradável lembrança. A primeira reportagem tratou da visita do sociólogo, Técnico de Educação e Diretor da Faculdade de Filosofia de São Paulo, Fernando Azevedo, pensador do qual ele era leitor e admirador à Fundação Padre Anchieta, em Niterói. Na visita à Fundação Anchieta, Fernando Azevedo foi acompanhado de Frederico Azevedo, Diretor do Departamento de Educação do Estado do Rio de Janeiro, e do Professor Almir de Andrade, da Faculdade Nacional de Filosofia. Ao final da tarde, a comitiva recebeu a senhora Alzira Vargas do Amaral Peixoto, Primeira Dama do Estado, que percorreu todas as dependências da instituição, conheceu o seu funcionamento, serviços e projetos. A segunda reportagem foi a inauguração, pelo Interventor Amaral Peixoto, do Complexo Esportivo do Caio Martins – estádio, ginásio e piscina – na mesma cidade. Amaral Peixoto pretendia, com a grande obra, que os jogos do Campeonato Carioca fossem disputados no Estádio Caio Martins, e outros eventos esportivos, de diversas modalidades, de âmbitos regional, nacional e internacional também se realizassem no “esplêndido parque de esportes”. Em 1941, ainda não existia, na cidade do Rio de Janeiro, uma praça de esportes pública como o Estádio do Maracanã, o Ginásio do Maracanãzinho, nem o Complexo Célio de Barros (esportes aquáticos e atletismo). Somente os clubes possuíam estádios, ginásios, pistas e piscinas. O Canto do Rio Foot-Ball Club, de Niterói, disputava o Campeonato Carioca.


7.9.1941. O Interventor Amaral Peixoto fala quando inaugura
o Estádio Caio Martins, em Niterói. À sua frente, de terno cinza,
José Augusto da Câmara Torres,  repórter e redator do Serviço de Propaganda
e Turismo - SPT, cobre o evento, cuja respectiva matéria é publicada
no Boletim do SPT e em outros órgãos oficiais do Governo do Estado,
bem como distribuída a todos os veículos públicos e privados do País.
(Acervo Marcelo Câmara)

Algumas matérias foram encadernadas, coladas em páginas de papel cartão, e constituem um volume de capa dura, com a inscrição exterior: JOSÉ A. DA C. TORRES – 1938-1941. Porém, na realidade, as publicações avançam até o ano de 1942. O diário O Estado, à época, era o maior e mais importante jornal do Estado e integrava o grupo empresarial de comunicação do diário paulistano Estado de São Paulo.


10.11.1941. O repórter José Augusto (na extrema esquerda) faz a cobertura
da solenidade  de inauguração do Estádio da Força Policial
do Estado do Rio de Janeiro,  presidida pelo Interventor Ernani do Amaral Peixoto.
(Acervo Marcelo Câmara)

A 1º de abril de 1945, com a publicação da primeira edição do jornal Folha de Angra, de propriedade do então Prefeito nomeado Moacyr de Paula Lobo, e dirigido por Benedicto Jordão de Souza, conhecido na terra como Adito, Câmara Torres estreia no Jornalismo angrense com a coluna semanal Aspectos, que vai assinar até março de 1947, escrevendo sobre temas e questões do município e região. Já na edição nº 27, Moacyr assume explicitamente a direção do jornal.


Em outubro de 1946, Câmara Torres é o Diretor-Secretário da Folha de Angra, ao lado do seu amigo Jonas Bahiense Lyra, Redator-Chefe. Jonas, professor, jornalista e promotor de justiça por algum tempo, substituiu Moacyr na Prefeitura em 1946, também nomeado. Depois fez carreira política, esteve ao lado de Câmara Torres em vários momentos da Política Fluminense, foi eleito duas vezes Deputado Federal pelo antigo PTB e ocupou a Secretaria de Estado do Trabalho e Promoção Social no Governo Roberto Silveira. Cassado em 1968, após a redemocratização do País em 1985, foi Diretor do Instituto de Previdência do Estado do Rio de Janeiro - IPERJ, atual RioPrevidência.

Abaixo não estão registrados:
  • As dezenas de editoriais, artigos e reportagens, não assinados e publicados, do Repórter e Redator, no Boletim do Serviço de Propaganda e Turismo, do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
  • Os assuntos que foram temas de sessenta textos da coluna Hora Fluminense, espaço nobre da primeira página do diário, na forma de editoriais, escritos e assinados por Câmara Torres, publicados em 1941 e 1942. 
  • Os títulos dos temas e questões das centenas de textos da coluna Aspectos, que Câmara Torres assinou na Folha de Angra, de 1945 a 1947.
  • Outros textos jornalísticos publicados de 1944 a 1954, referenciados em outras páginas desta biografia.
Abaixo vão os títulos dos textos de autoria de Câmara Torres, todos assinados, publicados de 1938 a 1943, ordenados cronologicamente:
  • Uma Sexta-feira Santa numa Terra Santa (série de três matérias), in Folha Colegial, do Colégio Salesiano Santa Rosa, nas edições de 31.5, 3.7 e 1º.8.38, Niterói, RJ.
  • A espada do Império – Preparando o 135º aniversário do Duque de Caxias, in O Estado, in O Estado, de 25.8.38, Niterói, RJ.
  • Caxias e a Religião, in União, de 21.8.38, Rio de Janeiro, RJ.
  • Uma página da Cidade Colonial, in Ariel, Ano I, nº 1, setembro de 1938, Niterói, RJ.
  • Caxias e o amor, in jornal Taba, Ano I, nº 1, setembro de 1938, Niterói, RJ.
  • Minha Terra – I  Minha Fortaleza Heroica, in Ariel, Ano I, nº1, setembro de 1938, Niterói, RJ.
  • Minha Terra – II – Um poema de amor para uma terra amorosa, in Ariel, Ano I, nº 2, novembro de 1938, Niterói, RJ.
  • A Cidade de Sonho de Amor (poema inspirado em Ouro Preto, MG, após visitar a cidade), in Canto do Rio Jornal, Ano V, nº 34, maio de 1939, Niterói, RJ.
  • Do Rio – Faculdade Nacional de Filosofia, in A Ordem, de 16.5.39, Natal, RN.
  • Do Rio – Trânsito, in A Ordem, de 24.5.39, Natal, RN.
  • Do Rio – Ainda a Faculdade Nacional de Filosofia, in A Ordem, 3.6.39, Natal, RN.
  • Do Rio – Sempre o cinema..., in A Ordem, 17.6.39, Natal, RN.
  • Do Rio –Um domingo maravilhoso, in A Ordem, 25.8.39, Natal, RN.
  • Do Rio –Amor ao Passado, in A Ordem, julho de 1939, Natal, RN.
  • Minha igreja de recordações, in Revista Potiguar, nº 19, agosto de 1939, Rio de Janeiro, RJ.
  • Como se casou o senhor Duque de Caxias, in O Estado, 25.8.39, Niterói, RJ.
  • Alguns aspectos de Caxias, in Revista Nordeste, nº6, setembro de 1939, Natal, RN.
  • À sombra da História, in Revista Nordeste, de novembro de 1939, Natal, RN.
  • Em busca de novos rumos, in O Natal, de 24.12.39, Caicó, RN.
  • O primeiro que foi deposto... (sobre a deposição e prisão de Jerônimo de Mendonça Furtado, o Xumbergas, a 8.8.1666) in Revista Nordeste, Ano I, números IX e X, dez 1939/jan 1940, Natal, RN.
  • Do Rio – A reforma do ensino, in A Ordem, em agosto de 1939, Natal, RN.
  • Um Centenário (sobre a ascensão de D. Pedro II ao trono do Império do Brasil), in Almanaque das Famílias Católicas Brasileiras, outubro de 1940, Niterói, RJ.
  • Várzea do Assú, in O Gládio, de julho de 1940, Niterói, RJ.
  • Em 23 de junho de 1840 (sobre a maioridade de D. Pedro II), in O Estado, de 23.7.40, Niterói, RJ.
  • A lei de 11 de agosto de 1827 (sobre a fundação dos Cursos Jurídicos no Brasil), in O Estado, de 13.8.40, Niterói, RJ.
  • Um centenário (nos cem anos do início do Reinado do D. Pedro II), in Aríete, de outubro de 1940, Niterói, RJ; e na revista Recordações, comemorativa da Formatura dos Bachareis, Concluintes Internos de 1940, seus alunos do Colégio Salesiano Santa Rosa.
  • Um livro-padrão – Angicos, de Aluísio Alves, in A República, de 4.1.41, Natal, RN.
  • A Fé e os Mártires (sobre o livro do mesmo nome do Pe. Eymard L’Eraistre Monteiro), in A Ordem, de 19.2.41, Natal, RN.
  • Uma publicação valiosa (sobre a série Subsídios para a História Marítima Brasileira), in O Estado, de 16.4.41, Niterói, RJ.
  • Teatro – A “Croix de Bois” em Niterói, in O Estado, de 12.8.41, Niterói, RJ.
  • Brasão Invicto (sobre o Duque de Caxias), in Correio da Manhã, de 26.8.41, Rio de Janeiro, RJ.
  • Pátria e Mocidade, in Correio da Manhã, de 4.9.41, Rio de Janeiro, RJ.
  • Os gloriosos feitos jesuíticos – As comemorações do 4º Centenário da Companhia, in Almanaque das Famílias Católicas Brasileiras, 1941, Niterói, RJ.
  • “Homem da lealdade da honra” (sobre o Duque de Caxias), in O Estado, de 24.8.41, Niterói, RJ.
  • Pérolas... e ostras – Uma tentativa de interpretação, no 5º Ano Fundamental de 1941, do Colégio Salesiano Santa Rosa, estudo psicossocial e vocacional do Professor de Língua Portuguesa, José Augusto da Câmara Torres, de redações de seus alunos sob o tema Meu Ideal, onde são analisados, não apenas as formas, mas os seus conteúdos e contextos, os planos de vida de cada um, in Folha Colegial, 1941, (dois números), Niterói, RJ.
  • O Brasil que Henry Koster viu (História), in O Estado, março de 1942, Niterói, RJ.
  • Quem sofre – E o povo chorou (sobre a ocupação nazista na França), in O Estado, de 1º.4.42, Niterói, RJ.
  • Onde o sangue se fez História (Forte dos Três Reis Magos), in O Gládio, abril de 1942, Niterói, RJ.
  • Paixão (sobre a Paixão de Cristo), in O Estado, de 3.4.42, Niterói, RJ.
  • Estudos Fluminenses (Sociologia), in O Estado, de 19.4.41, Niterói, RJ.
  • Pintores da Inconfidência, in O Estado, de 22.4.41, Niterói, RJ.
  • Oito anos de luta pela terra potiguar, in Revista Potiguar, junho de 1942, Rio de Janeiro, RJ.
  • Os 350 anos do Convento do Carmo de Angra dos Reis, in O Estado, 16.7.43, Niterói, RJ.
  • Oito anos de luta pela terra potiguar – Sumária rememoração do que tem sido da Associação Potiguar do Rio de Janeiro, in A República, julho de 1942, Natal, RN.
  • A Semana da Economia, in O Estado, de 3.10.42, Niterói, RJ.
  • “És de Natal forte Atalaia” (sobre o Forte dos Três Reis Magos), in Revista da Semana, 3.10.42, Natal, RN.
  • Dois templos seculares serão reconstruídos em Niterói – Patrocinada a iniciativa pela senhora Alzira Vargas do Amaral Peixoto, in O Estado, de 3.10.42, Niterói, RJ.
  • Poesia e quartel (sobre Olavo Bilac) in O Estado, 3.10.42, Niterói, RJ.
  • Cristianismo e Civilização, in O Estado, de 14.10.42, Niterói, RJ.
  • Escola e Ruralismo, in O Estado, de 24.10.42, Niterói, RJ.
  • Pela salvação da criança, in O Estado, de 31.10.42, Niterói, RJ.
  • A criança e a zona rural, in O Estado, de 7.11.42, Niterói, RJ.
  • Um município em potencial (sobre Paraty, RJ), in O Estado, de 5.12.42, Niterói, RJ.
  • Ainda um município em potencial - II, (sobre Paraty, RJ), in O Estado, de 12.12.42, Niterói, RJ.
  • Um desfile de trabalho e técnica (sobre a Educação Pública no Estado do Rio), in O Estado, 20.12.42, Niterói, RJ.
  • Em Niterói, no ano de 1660..., in O Estado, de 28.11.42, Niterói, RJ.
  • Na oitava do ano novo, in O Estado, de 6.1.43, Niterói, RJ.
  • As “camponesas” de Angra dos Reis (Folclore), in O Estado, de 9.1.43, Niterói, RJ. Republicado na Revista Fluminense do Folclore, na década de 1960; e na Revista do Ateneu Angrense de Letras e Artes, na década de 1970.
  • Folclore e Educação, in O Estado, de 16.1.43, Niterói, RJ.
  • Monarquia escravocrata? in O Estado, 24.1.43, Niterói, RJ.
  • O Império lembrou-se da América, in O Estado, de 31.1.43, Niterói, RJ.
  • A matrícula nas escolas, in O Sul Fluminense, de 28.3.43, Angra dos Reis, RJ.
  • Seção Católica- Uma data festiva para os congregados marianos do Brasil, in O Estado, 14.7.43, Niterói, RJ.
  • Os 350 anos do Convento do Carmo de Angra dos Reis, in O Estado, de 16.7.43, Niterói, RJ.
  • Parati (ensaio histórico, sociopolítico, econômico e cultural) in Tribuna de Petrópolis, de 31.8.1943, Petrópolis, RJ.
  • Ginásio de Angra dos Reis, in O Sul Fluminense, de 12.9.43, Angra dos Reis, RJ.
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