quarta-feira, 30 de maio de 2018



Evento de 26.4.2018

CACHAÇA E CHORO
MC & MC
MARCELO CÂMARA & MAURÍCIO CARRILHO 


Marcelo: o maior especialista em Cachaça (Foto: Bruno Lira)


Maurício: um gênio do Choro (Foto: Renata Green Divulgação/O Globo)

“Maravilhosa” é o adjetivo para qualificar a noite de 26 de abril último no Instituto Casa do Choro, no Centro do Rio de Janeiro, quando Marcelo Câmara lançou dois livros: Ficha de Degustação de Cachaças Marcelo Câmara, e a segunda edição, revista e ampliada (um novo livro), de Cachaça – Prazer Brasileiro, ambos pela Editora Mauad X, e ocorreu a primeira apresentação dos Choros Alambicanos, de Maurício Carrilho, pelo músico e convidados, no dia do aniversário do músico, compositor e arranjador. A noite foi considerada “histórica, belíssima” pelos que dela participaram. Uma hora antes do lançamento dos livros de Marcelo Câmara, assistiu-se aos Choros Alambicanos, um recital sublime, impecável, apresentado por Maurício e músicos seus amigos, entre eles, Paulo Aragão e Luciana Rabello, que foram abraçá-lo no dia do seu aniversário. O show constituiu-se num extraordinário espetáculo de Música Brasileira no Auditório Radamés Gnattali, completamente lotado. Exibiram-se alguns dos nossos melhores músicos, o “primeiro time” do Choro do País.

As criações de Maurício foram inspiradas, construídas e receberam os nomes das raríssimas Cachaças de Excelência Sensorial que estão nos rankings de Marcelo Câmara (www.ilhaverde.net/rankings), e irão integrar um CD a ser finalizado brevemente. Os magníficos choros são belíssimas obras de arte que homenagearam outras fascinantes obras de arte, Cachaças primorosas, na presença de seus produtores, que compareceram ao show e ao lançamento dos livros, oriundos de cinco Estados. As nove melhores Cachaças do mundo, no julgamento profissional de Marcelo Câmara, são as seguintes: Coqueiro, Corisco, Engenho D’Ouro, de Paraty, RJ; Mato Dentro, de São Luiz do Paraitinga, e Engenho São Luiz, de Lençois Paulista, de SP; Tabaroa, de Bichinho, e Biquinha, de Coronel Murta, MG; Serra Limpa, de Duas Estradas, PB; e Samanaú, de Caicó, RN. Essas Cachaças foram degustadas enquanto Marcelo Câmara autografava os livros.

Vanguardas

Jornalista, escritor, editor e consultor cultural, autor de seis livros, três sobre a bebida nacional, e de centenas de trabalhos publicados em várias áreas da Cultura, Marcelo Câmara costuma dizer que "a História e a Cultura Brasileira, incluindo a sua Música, “são encharcadas, ao menos umedecidas, pela doce e sensual sabor da Cachaça. O Povo Brasileiro sempre lutou, conspirou, brindou, celebrou as suas vitórias, refletiu e lamentou as suas derrotas, com a Cachaça, que, como o Choro, constitui uma das mais autênticas, ricas e belas expressões da nacionalidade, da nossa Cultura”. Marcelo é primo e discípulo do maior dos Cachaçólogos, do mais erudito, o que maior sabedoria científica exibe sobre a bebida nacional – o escritor, historiador, sociólogo, antropólogo e folclorista, professor Luís da Câmara Cascudo (1899-1986).

A Ficha de Degustação de Cachaças Marcelo Câmara, como os outros livros de Marcelo, é obra de vanguarda, pioneira, ousada, única no mundo. Por isto, o nome do autor está no título do livro, a fim de lhe dar identidade, exclusividade, vinculá-la ao pensamento e fortuna crítica que há décadas Marcelo Câmara expõe acerca do destilado. As outras bebidas (uísque, vinho, cerveja, rum, conhaque, gin, tequila etc.) sempre possuíram cada uma, as suas de fichas de degustação, instrumentos de análise e julgamento das suas virtudes e defeitos, da sua qualidade sensorial. Para a Cachaça, o especialista criou, há mais de vinte anos, uma ficha de degustação, a primeira, inicialmente com cerca de vinte quesitos de informação e avaliação, que vem sendo utilizada no País e no exterior.

Nesse novo livro, Marcelo informa, didaticamente, quais são as características sensoriais da Cachaça, explica os quesitos que constroem o edifício, o complexo sensorial da bebida brasileira, qual o valor de cada um deles, por que eles são importantes para qualificar se uma Cachaça tem Excelência Sensorial (conceito criado por ele), é mediana ou ruim. Em seguida, o livro traz 10 “fichas nuas”, isto é, dezenas de quesitos sem explicações, a fim de que o leitor-degustador faça as suas opções e comente – com base na pedagogia, na explanação da primeira parte do livro, em bases técnico-científicas e legais, valores, princípios, fundamentos e referências culturais – acerca da identidade, aparência/cor, aroma e sabor de cada Cachaça a ser degustada.

Marcelo autografa para a Família França, amigos de Paraty.
(Foto: Casa do Choro)

Cachaça – Prazer Brasileiro, o outro livro lançado na Casa do Choro, é uma segunda edição, revista e ampliada, daquela que é tida como a melhor obra – básica, mais informativa e crítica – sobre a Cachaça. A primeira edição do livro esteve esgotada por cinco anos, e foi legendado pelo mercado como “A pequena bíblia da Cachaça”, pois se trata de um livro indispensável, rico, fundamental para quem quer ingressar no fantástico mundo econômico, socioantropológico e poético da bebida brasileira. “Tem de tudo um pouco”, dizem os críticos: história, sociologia, economia, política, cultura, linguagem, folclore, artes, política, psicologia social, religiosidade, comportamento etc. Marcelo explica: “Essa segunda edição é, praticamente, um novo livro, mais volumoso e amplo, mais profundo, ainda mais crítico no estudo e tratamento dos temas, especialmente naqueles relativos à História, à secular discriminação e preconceitos contra a Cachaça e à personalidade e exuberância sensorial da bebida. Destrói ficções e mentiras que povoam a mídia e livros de gente neófita e néscia, geralmente apenas bebedores, que amam outras bebidas e se arriscam a deitar lições, sem vivência e conhecimento, sobre a Cachaça. E o pior é que tolices sobre a Cachaça circulam pela Internet e ganham crédito e repercussão entre internautas interessados, ingênuos e bem intencionados”.

Choros feitos de Cachaça

As criações de Maurício foram inspiradas, construídas e receberam os nomes das raríssimas Cachaças que estão nos rankings de Marcelo Câmara. Os magníficos choros são belíssimas obras de arte que homenagearam outras fascinantes obras de arte, Cachaças primorosas, na presença de seus produtores, que compareceram ao show e ao Lançamento, oriundos de cinco Estados. Jornalista, escritor e consultor cultural, Marcelo Câmara é considerado, internacionalmente, “o maior especialista em Cachaça”, ostenta mais de cinquenta anos de realizações, vivências e convivências no universo do destilado nacional. Cachaçólogo (estudioso da bebida), pingófilo (amante e bebedor da boa pinga), consultor de Cachaças que atende à produção e ao mercado, do plantio da cana ao consumo do destilado, atua como Degustador Profissional de Cachaças, o primeiro a se profissionalizar no mundo, o único com atividade regular no mercado.

Marcelo e Maurício são amigos, pingófilos militantes, refinados, e apaixonados pela Música Brasileira, especialmente pelo Choro, identidades que os aproximaram. Maurício Carrilho é professor e vice-presidente da Casa do Choro, instituição dirigida pela cavaquinista, compositora e produtora Luciana Rabello, personalidade da vida cultural carioca, que, há décadas, se dedica à educação musical, preservação e divulgação da música brasileira e carioca, especialmente o Choro. Maurício, ainda, apresentou, no show do dia 26 de abril, mais cinco choros, entre eles os que reverenciam Paraty, o mais tradicional e célebre centro de Excelência, produtor de Cachaça há mais de quatro séculos, e duas célebres Cachaças, marcas extintas, de Paraty: Azuladinha e Vamos Nessa.

As atividades da Casa do Choro objetivam a formação de plateias e de músicos profissionais, bem como manutenção, conservação e divulgação de acervos, catalogação, registro, estudo, preservação e divulgação da memória musical nacional. A Casa reúne dezenas de professores consagrados e possui mais de 1 mil alunos, se contar com a Escola Portátil de Música – EPM, um dos seus departamentos, que reúne, todos os sábados, no campus da Uni-Rio, num grande ensaio informal, aos pés do Morro da Urca, centenas de alunos, iniciantes, formados e veteranos, amadores e profissionais. São quarenta professores ministrando aulas teóricas e práticas de diversos instrumentos, cursos teóricos e cursos especiais, além das aulas de apreciação musical e a roda de choro. Centenas de candidatos procuram se matricular a cada ano, atraídos pela proposta inédita de promover a educação musical por meio da linguagem do Choro. O objetivo da EPM é dar ao aluno fundamentos educacionais, profissionais, sociais e emocionais, para que ele possa trilhar uma carreira de sucesso e uma vida produtiva como artista e como cidadão.


Notícia de 20.3.2018

MARCELO CÂMARA NA AFL

O jornalista, escritor, editor e consultor Cultural, Marcelo Câmara, teve o seu nome aprovado, por unanimidade, pela Assembleia Geral da Academia Fluminense de Letras – AFL, na Sessão do último dia 15 de março, para integrar, na Classe de Letras, a centenária Instituição Cultural, a fim de ocupar a Cadeira 37, que tem como Patrono o genial RAUL D’Ávila POMPEIA, angrense, considerado, internacionalmente, o maior escritor da Literatura Brasileira, ao lado de Machado de Assis. A eleição foi fundamentada em Parecer, também unânime, da Comissão de Admissão, que analisou e a recomendou ao Plenário, com base na biografia, obras publicadas e curriculum intelectual e cultural de Marcelo. “A minha alegria multiplica-se porque ocupo a Cadeira nº 1, patronímica do mesmo escritor, no Ateneu Angrense de Letras e Artes – AALA, desde a sua fundação, na minha terra, Angra dos Reis” – manifestou-se o eleito. “Em toda a história da Instituição”, orgulhosamente destaca Marcelo Câmara, “sou o terceiro angrense a ingressar na AFL: na primeira metade do século passado, brilhou o teatrólogo e jornalista Quaresma Júnior; na segunda, pontuou o jornalista e historiador Alípio Mendes, fundador do AALA”.

Fundada em 1917, reconhecida pela Lei Estadual 7599, do mesmo ano, a Academia Fluminense de Letras é, na sua categoria, o mais antigo sodalício do gênero, a mais antiga Casa de Letras estadual em atividade contínua no Brasil. Também é considerada pela Academia Brasileira de Letras – ABL “a Academia de Letras oficial do Estado do Rio de Janeiro”, e reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, órgão da ONU. Em 2017, foi celebrado o Centenário da AFL, quando um amplo programa cultural foi cumprido (eventos de arte, encontros de instituições culturais, concursos, etc.), com destaques para: a Sessão Solene em comemoração à Efeméride realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, por iniciativa dos Deputados Comte Bittencourt e Waldeck Carneiro; a realização em Niterói do I Congresso Brasileiro de Academias de Letras; e um estande que homenageou a AFL na abertura da Bienal do Livro 2017 na Cidade do Rio de Janeiro.

Pela AFL passaram grandes personalidades da Literatura, do Jornalismo, do Direito, da História, das Ciências Sociais, da Política, da Ciência, enfim, da Intelectualidade fluminense e nacional. Entre estes, podemos citar: Olavo Bastos, Múcio Paixão, Carlos Maul, Elói Pontes, Adelino Magalhães, Oliveira Viana (membro da ABL), Ismael Coutinho, Levi Carneiro (membro da ABL), Alberto Lamego, Júlio Salusse, Luiz Lamego, Agenor de Roure, Celso Kelly, Nelson Rebel, Everardo Beckhauser, Prado Kelly, Hamilton Nogueira, Thiers Martins Moreira, Heitor Gurgel, João Rodrigues de Oliveira, Vasconcelos Torres, Brígido Tinoco, Lacerda Nogueira, Jacy Pacheco, Raul de Oliveira Rodrigues, Artur de Almeida Torres, Newton Perissé Duarte, Rubens Falcão, Dayl de Almeida, Paulo de Almeida Campos, Xavier Placer, Geraldo Bezerra de Menezes, Alberto Lamego, José Cândido de Carvalho (membro da ABL), Alberto Torres, Marcos Almir Madeira (membro e Presidente da ABL), Maria Alice Barroso, Câmara Torres, Ângelo Longo, Luís Antônio Pimentel, Enéas Marzano, Lyad de Almeida e Emmanuel de Bragança Macedo Soares.

Pertencem, atualmente, à AFL, entre outros, o crítico e poeta Sávio Soares de Souza (decano da Academia); o filósofo Tarcísio Padilha e o escritor Marco Luchesi, ambos membros da ABL; o professor José Raimundo Martins Romêo, ex- Reitor da UFF; o jornalista e escritor Marcelo Cerqueira, a romancista Sara Rifer e o professor Aníbal de Bragança, ex-coordenador da Fundação Biblioteca Nacional. A AFL é presidida pelo médico, professor universitário, ensaísta, escritor, administrador cultural e ex-político, Waldenir de Bragança. Desde 1934, a AFL possui a sua sede própria num belo e imponente edifício à Praça da República, no Centro de Niterói, RJ. A posse de Marcelo Câmara está marcada para o dia 21 de junho de 2018.