terça-feira, 4 de agosto de 2020

FONTES DE CONSULTA E ESTUDO - AGRADECIMENTOS




CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES
1917 – 2017
José Augusto da Câmara Torres
(* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 1998)
Jornalista, Educador, Advogado, Político


FONTES DE CONSULTA E ESTUDO
AGRADECIMENTOS


1.  O TRABALHO

Foram décadas de trabalho de preservação, identificação e classificação de documentos, correspondência, fotografias, imagens e objetos, por parte de Câmara Torres e do seu filho Marcelo Câmara, para que um imenso acervo biográfico, bibliográfico, documental, material, sobrevivesse. Após a partida de Câmara Torres em 1998, o mesmo trabalho foi continuado, em mais anos de preservação, reclassificação, pesquisa, estudos e interpretação de Marcelo Câmara, dos quais resultaram na redação e edição dessas páginas motivadas pela Efeméride do Centenário de Câmara Torres.

Esta Biografia consumiu, ao menos contínua e intensamente, dez anos de trabalho de Marcelo Câmara. Na verdade, a reunião e preservação de documentos (publicações, avulsos, correspondência, fotografias, imagens e objetos), tarefas de pesquisa e estudo se deram por décadas, em diversas fontes, além da biblioteca e acervos do pai, herdados pelo filho, que se juntaram aos seus, a promoção de entrevistas, consultas a arquivos e bibliotecas de terceiros, públicas e particulares, iniciou-se nos anos de 1960. O trabalho de identificação, classificação, interpretação de documentos, a redação e edição do texto e imagens da Biografia propriamente dita completou cinco anos em 2020.

Este trabalho não é definitivo, não está acabado, nem pretende a perfeição. No seu decorrer – devido a equívocos naturais cometidos pelo autor, em meio a milhares de documentos, contradições entre informações, fatos controversos, dúvidas e probabilidades históricas – ocorreram falhas e omissões. Por isto, a qualquer tempo, tais defecções serão resolvidas com a elucidação e a pacificação de conflitos de dados, quando as correções e inserções necessárias se farão.

 2.    FONTES

Ø  Acervo Marcelo Câmara – Milhares de publicações e documentos, imagens e objetos, sobre vários suportes, – reunião do Acervo do biógrafo com o Acervo de Câmara Torres, herdado pelo filho, que contém atos e fatos, locais e personalidades, temas e questões, que tocam a Vida e a Obra do biografado;

Ø  Biblioteca Marcelo Câmara – Cerca de três mil livros, livretos, jornais, revistas, folders e documentos, publicações de várias naturezas e características – reunião da sua biblioteca, iniciada aos sete anos de idade, com a Biblioteca de Câmara Torres, iniciada pelo biografado aos nove anos de idade, herdada pelo filho;

Ø Livros, Livretos, Avulsos e Documentos de autoria de Câmara Torres, ou que tiveram a sua participação,  relativos à sua vida pública e privada, divulgados ou publicados ou inéditos, produzidos de 1930 a 1998, inclusive os seus Diários Íntimos e as suas Memórias de 19361937 e 1938, manuscritos aos quais ninguém, além do Autor desta Biografia teve acesso;

Ø Coleção de Artigos, Ensaios, Biografias, Reportagens, Notícias, Discursos, Conferências e Palestras, de autoria de Câmara Torres, publicados em jornais e revistas, de Caicó e Natal, RN; Cidade do Rio de Janeiro, DF e RJ; Niterói, Angra dos Reis e Petrópolis, RJ – de 1931 a 1995;

Ø Textos de terceiros publicados sobre José Augusto da Câmara Torres, em livros, livretos, jornais e revistas, de 1917 a 1998;

Ø  Acervos Digitais da Fundação Biblioteca Nacional – FBN – Obras e documentos, de várias naturezas, características, suportes e formatos, tratando de temas, questões, lugares e personalidades, citados nesta Biografia;

Ø  Hemeroteca Digital da FBN – Jornais e revistas, principalmente dos Estados do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro e da Cidade do Rio de Janeiro (DF e RJ), editados sobre personalidades, locais e fatos referenciados nesta Biografia, de 1917 a 1998;

Ø  Coleção do jornal O Globo, RJ – Memória Digital – da 1ª edição de 29.7.1925 à conclusão deste trabalho;

Ø  Jornais e revistas editados em Caicó, RN, do final do Século XIX até 1998;

Ø  Jornais e revistas de Angra dos Reis, RJ, edições da década de 1940 até a edição desta Biografia;

Ø  Jornais editados em Paraty, RJ, edições da década de 1880 até a edição desta Biografia;

Ø  Jornais editados em Mangaratiba, RJ, da década de 1950 até a edição desta Biografia;

Ø Centenas de depoimentos ao Autor dados por amigos e contemporâneos de Câmara Torres, de 1956 até a edição deste trabalho, que o enriqueceram magnificamente;

Ø  Outras fontes informais de interesse, em diversos suportes.


3.    AGRADECIMENTOS


Colaboraram, direta ou indiretamente, com o Autor para a elaboração deste trabalho, os seguintes amigos, parte deles já falecidos, aos quais registro a minha gratidão:
(Nomes por ordem alfabética):

De Angra dos Reis: Carlos Alberto Gibrail Rocha, Elias Antônio dos Santos Elias, Francisco Pereira Rocha, Heitor Chagas da Rocha, João Luiz Gibrail Rocha, José Belmiro da Paixão, Luizaura Alves, Luiz Carlos Jordão Elias, Maria Helena Ururahy da Fonseca, Miguel Assad Isaltino, Ricardo Natal Bruno, Walmir Vicaroni.

De Paraty: Antônio Carlos Marques, Antônio Núbile França, Aricléa Santos de Araújo Marques, Benedita Vieira de Oliveira, Cilencina de Oliveira Mello, Daniel Silveira de Castro, Geísa Panaro Ramiro, Jorge Nunes da Silva, José Benedito Nunes da Silva, José Plínio Rubem de Oliveira, Maria Thereza Corrêa Ermelich, Norival Rubem de Oliveira, Osmar de Oliveira Moreira, Osvaldo de Oliveira Moreira, Perolina Vieira Duarte, Sérgio de Souza França, Solange Cruz Zambrotti, Vanderdei Jerônimo de Araújo.

De Rio Claro: Edna Cardoso, Jorge Quintino, Luiz Octávio Panaino Pinella, Márcia Maria Pinella Pereira, Sidney Panaino, Wilson (Latino) Teodoro, Waldemar Alves de Souza e Silva, Wilson Itamar de Oliveira Coelho.

De Mangaratiba: Emil de Castro, Emil Crokidakis de Castro.

Do Rio de Janeiro: Francisco das Chagas Camelo Mourão, José Artur Rios, João Manuel Caldas Elias Rabha, Marcos Almir Madeira, Pe. Jorge Luiz Neves Pereira da Silva.

De Niterói: Dayl de Almeida, Lyad de Almeida, Emílio Miotti, Emmanuel de Bragança de Macedo Soares, Erthal Rocha, Francisco Portugal Neves, Maria Carlota da Costa Madeira, Waldenir de Bragança.

De Caicó: Dadá Costa, Cynthia Regina Costa, Waldemar Nóbrega.

De Valença: Mário Pellegrini Cupello e Elizabeth Santos Cupello.

De São João Del Rey: Francisco Braga.



CONCLUSÃO DA DIVULGAÇÃO (POSTAGEM) DESTE LIVRO DIGITAL FEITA PELO AUTOR 
EM AGOSTO DE 2020.

FIM
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HOMENAGENS PÓSTUMAS E EVENTOS DO CENTENÁRIO

CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES
1917 – 2017
José Augusto da Câmara Torres 
(* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 1998)
Jornalista, Educador, Advogado, Político




HOMENAGENS PÓSTUMAS
  EVENTOS DO CENTENÁRIO




HOMENAGENS PÓSTUMAS 
VOTOS DE PESAR À FAMÍLIA E
PREITOS À MEMÓRIA DE
CÂMARA TORRES



A última foto, em julho de 1998, aos 81 anos, dias antes de partir.
(Acervo Marcelo Câmara)


1.  DE TODOS OS MUNICÍPIOS FLUMINENSE, DE OUTROS ESTADOS E DO EXTERIOR, a Família de José Augusto da Câmara Torres recebeu centenas de mensagens de tristeza, pesar e solidariedade pelo seu falecimento, de parentes, amigos e admiradores, bem como de personalidades de várias áreas da vida nacional, de governos, empresas, instituições públicas e privadas de todo o País.



2. NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, Casa à qual pertenceu por dezesseis anos, de 1955 a 1971, ocorreram pronunciamentos que homenagearam a sua honrada, límpida e produtiva trajetória de Homem Público. Ainda em agosto de 1998, Parlamentares de diversos Partidos, representantes de vários Municípios, foram à tribuna para dizer da gratidão e registrar os Votos de Pesar do Colegiado, do Povo Fluminense, à Família do ex-Deputado Estadual por quatro mandatos consecutivos e duas passagens por Secretarias de Estado.

Destaque para os Discursos dos Deputados Estaduais

da Assembleia Legislativa do RJ:


Leôncio Vasconcellos (PDT) narrando e louvando, em longo e emocionado Pronunciamento, “a carreira do ilustre advogado e a brilhante atuação política do grande Homem Público”, acolhendo diversos apartes de apoiamento de seus pares; e de

Henry Charles (PMDB), que apresentou Moção de Pesar, em virtude do falecimento, “do eminente Parlamentar e Legislador, que representou, com altivez e fidelidade, o Povo Fluminense”, decisão aprovada pela Casa e enviada à Família enlutada.

3.  MANIFESTARAM=SE, TAMBÉM, AS CÂMARAS MUNICIPAIS DE ANGRA DOS REIS, PARATY, RIO CLARO MANGARATIBA E NITERÓI, através de suas Lideranças e Representantes.


  • A Câmara Municipal de Angra dos Reis aprovou Projeto de Lei, de autoria dos Vereadores Elias José Rabha Neto (Fiote) e José Carlos Gabriel (Gabriel do Frade), denominando Teatro Municipal Câmara Torres, a instituição cultural do Município, cujas obras se concluíam. O Prefeito José Marcos Castilho, do indigitado PT, irracional e injustificadamente, vetou o Projeto aprovado pela Câmara. Esta, então, derrubou o veto. A ideia da homenagem foi do advogado e ex-Vereador Carlos Alberto Gibrail Rocha. 

Em 2000, Marcelo Câmara, representando a Família de Câmara Torres, compareceu à inauguração do Teatro, e fez um longo e elevado discurso, apresentando o profícuo trabalho de cinquenta e seis anos de seu pai pela preservação, desenvolvimento e divulgação da Cultura de Angra dos Reis. Os demais oradores, inexplicavelmente, omitiram o nome de Câmara Torres em todas as suas falas. João Luiz Gibrail Rocha, último prefeito e primeiro angrense nomeado pelo Presidente da República, para a chefia do Executivo Municipal, graças ao trabalho político-partidário de Câmara Torres no Rio e em Brasília, após quase duas décadas de Angra dos Reis sendo considerada “área de segurança nacional” pelos governos militares - esteve presente à cerimônia e citado por todos os oradores, pois na administração dele iniciou-se a obra do “Teatro Municipal”.  João Luiz, o Prefeito que adaptou o edifício de uma fábrica de pescado para servir como o Teatro Municipal, não discursou e quando cumprimentou Marcelo Câmara, não o felicitou, nem se referiu nem ao nome nem à homenagem à memória de seu pai que estava se concretizando naquele momento.



Na foto, o Vereador Elias José Rabha Neto (Fiote)
que, com o Vereador Gabriel do Frade, foram os autores
do Projeto de Lei do Teatro Municipal Câmara Torres.

(Foto: vereadorfiote.blogspot.com - Acervo Marcelo Câmara)


  • Em Ofício de 12.11.1998, a Presidente do Ateneu Angrense de Letras e Artes - AALA, Maria Helena Ururahy Campos da Fonseca comunica ao Doutor Marcelo Câmara, membro da Instituição, que "na reunião ordinária de outubro daquele ano, foi aprovada, por unanimidade, uma Moção de Pesar pelo falecimento do saudoso e inesquecível acadêmico José Augusto da Câmara Torres".  Na oportunidade, a Presidente apresentou "à família do dinâmico e honrado educador, o nosso pesar e a nossa saudade". Marcelo Câmara, filho de Câmara Torres, que era Sócio Correspondente, é membro do AALA, ocupando a Cadeira nº 1, patronímica de Raul Pompeia.
  • Em 2000, por Ato do Prefeito de Paraty, Benedito José Melo da Silva, a Fundação Casa da Cultura de Paraty, entidade de Direito Público Interno, instituída pela Lei 814, de 26.4.1990 passou a denominar-se Fundação Câmara Torres - Casa da Cultura de Paraty. Quatro anos depois, a Câmara Municipal de Paraty aprovou Projeto de Lei, de autoria do, então Presidente da Casa, Vereador Carlos José Gama Miranda, o "Casé", denominando Casa da Cultura Câmara Torres, o sobrado colonial e espaço público de propriedade e criado pela Prefeitura, Casa da Cultura de Paraty. A ideia da homenagem partiu do empresário José Conti Miranda, o "Zé do Hugo", pai do Vereador" Casé". A iniciativa de provocar a Câmara foi do Doutor Luiz Carlos de Castro, então Presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, em Paraty, unidade criada por Câmara Torres, quando presidiu a Subseção de Angra dos Reis, também criada por ele.

OBS.: A Lei 1414, de 2004, derivada de Projeto aprovado em votação em dois turnos pela Câmara Municipal, e sancionada pelo Prefeito José Cláudio de Araújo, demorou mais de onze anos para ser cumprida. O Poder Executivo local, de 2005 a 2015 (dois Prefeitos, ambos reeleitos), sem qualquer razão ou justificativa, de direito ou de fato, e reiteradamente, se negavam a fazê-lo. Marcelo Câmara protocolou três Representações junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro – MPERJ, requerendo que os Prefeitos fossem denunciados administrativa, civil e criminalmente. O MPERJ, através dos seus instrumentos constitucionais e devidos procedimentos legais, após onze anos de ações investigativas, fiscalizadoras e coercitivas sobre os Prefeitos faltosos, fez com que estes cumprissem a Lei 1414, diploma juridicamente perfeito, vigente e plenamente aplicável. Assim, somente em novembro de 2015, após onze anos de luta de Marcelo Câmara, a instituição pública municipal foi, legal e oficialmente, denominada: CASA DA CULTURA CÂMARA TORRES.



Antônio Carlos Marques, Toninho Marques,
foi o protagonista, entre os cidadãos paratyenses, na luta pelo cumprimento
da Lei 1414, de 2005, que institucionalizou a única denominação
jurídica e legal: CASA DA CULTURA CÂMARA TORRES.
(Foto: Toninho Marques – Acervo Marcelo Câmara)


Nessa batalha, teve papel primacial, determinante, a postura e as atitudes de ANTONIO CARLOS MARQUES (Toninho Marques), Assessor Parlamentar do Prefeito Casé Miranda, que se empenhou intensamente, durante anos, com toda a sua habilidade técnica e profissional, o seu prestígio pessoal, junto à Prefeitura, à Câmara Municipal, à sociedade em geral, para que a justa homenagem à História e à Memória de Câmara Torres fosse feita. Inclusive anulando campanhas infaustas e infames, e iniciativas imorais e torpes de alguns, travestidos de “cidadãos paratyenses”, que tentaram ignorar a Lei 1414 e driblar a ação do Ministério Público Estadual. Também outros poucos cidadãos e cidadãs paratyenses se manifestaram, protestaram e agiram, para que a Prefeitura efetivasse a Homenagem à Honra e Memória de Câmara Torres feita pelo Povo de Paraty, através de uma Lei da sua Câmara Municipal, a fim de que ela fosse cumprida. Foram eles: Céres Vidal (de Portugal), Eduardo Calegário Mello, Eduardo José Mello, Ernani Simão, Jornal de Paraty, Luciano Vidal, Jornalista Luiz Carlos de Carvalho, Vanderlei Jerônimo de Araújo. E ninguém mais. A maioria dos que se diziam seus “grandes e eternos amigos” se omitiram completamente. Alguns até se esconderam de si mesmo e fugiam do assunto.

Casa da Cultura Câmara Torres, imóvel da Prefeitura Municipal
de Paraty e espaço cultural criado pelo Poder Executivo local
em 1990, atualmente administrada por uma ONG.
(Foto: site da Casa da Cultura Câmara Torres – Acervo Marcelo Câmara)


4. HOMENAGEM DA PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO CLARO, RJ


A Prefeitura Municipal de Rio Claro construiu e denominou Centro Municipal de Ensino Deputado Câmara Torres - CEMEDECT, a mais moderna e bem equipada escola pública do Município, localizada no Distrito de Passa Três, inaugurada em 2010. A obra foi planejada e realizada pela Administração do Prefeito Raul Fonseca Machado.


Em 2019, o CEMEDECT dispunha de água encanada, energia e esgoto das redes públicas
e água filtrada; alimento escolar para os alunos e oito salas de aula; lixo destinado
à coleta periódica, acesso à Internet, laboratório de Informática, banda larga, sala de diretoria,
sala de professores, sala de secretaria; acesso à Internet, sala de recursos multifuncionais
para Atendimento Educacional Especializado (AEE);
cozinha, biblioteca, sala de leitura, banheiros adequados à educação infantil
e a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, banheiro c/ chuveiro,
refeitório, despensa, almoxarifado, pátios coberto e descoberto,
quadra de esportes coberta; possui TV, DVD, antena parabólica, copiadora,
impressora, aparelho de som, projetor multimídia (data show).
(Foto: Google – Acervo Marcelo Câmara)



O médico e Prefeito de Rio Claro, Doutor Raul Fonseca Machado (*1956-†2015)
homenageou a memória de Câmara Torres, dando o seu nome à mais bela e moderna escola municipal.
(Foto: Rede TV Mais – Acervo Marcelo Câmara)


EVENTOS DO CENTENÁRIO

           1. MISSA DO CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES


Na manhã de quarta-feira, 21 de junho de 2017, na Igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, foi realizada uma Missa pela Alma de José Augusto da Câmara Torres, pelo CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES, o evento que inaugurou as celebrações da Efeméride. Marcelo publicou o anúncio na edição do jornal O Globo, do dia anterior, convidando a todos para o evento religioso. E, por e-mail, fez o mesmo, dirigindo-se a mais de trezentas pessoas do Rio e Região Metropolitana.

Anúncio que Marcelo Câmara mandou publicar na edição
de O Globo, RJ, de 20.6.2017.
(Acervo Marcelo Câmara)









(Foto em edição)







A celebração foi presidida pelo Padre José Ricardo Pastura, que, em sua homilia, além de percorrer alguns pontos da rica e plural trajetória de Câmara Torres, sua Vida e Obra, destacadamente como cidadão, chefe de família, Líder, Ativista e Filantropo Católico, discorreu acerca da sua “boa alma, sua conduta fraterna e solidária, sempre empenhado em servir ao próximo”. Um temporal atingiu a cidade na noite e madrugada que antecederam à Missa, transtornando a vida do Rio. Mesmo assim, dois amigos compareceram: o advogado João Rabha, angrense que no Rio vive há décadas, amigo do homenageado e da Família; e Júlio Menchise, de Niterói, morador de Copacabana, amigo de juventude de Marcelo Câmara, além de alguns ipanemenses anônimos. Apenas.


        2. HOMENAGENS DE CASAS LEGISLATIVAS
            ESTADUAIS E MUNICIPAIS


A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou Moção em celebração à Efeméride.




(Acervo Marcelo Câmara)


  • No Rio de Janeiro, o Deputado Comte Bittencourt (PPS) e Vice-Prefeito de Niterói, foi o Autor da Moção de Louvor pelo Centenário do Deputado Câmara Torres (1917-2017), Líder Comunitário e Político. A Resolução foi remetida à Família. A ideia da homenagem foi feita ao Parlamentar pelo ex-Prefeito de Niterói e ex-Deputado Estadual Waldenir de Bragança.


Marcelo Câmara recebe do Deputado Comte Bittencourt,
na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Moção de Louvor
pelo Centenário de Câmara Torres.
(Foto: Gab. Dep. Comte Bittencourt – Acervo Marcelo Câmara)


Também, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o Deputado Vivaldo Costa (PSD), ex Governador do Estado e ex-Deputado Federal, apresentou Moção pelo Centenário de Câmara Torres. Vivaldo é, atualmente, 2º Vice-Presidente daquela Casa Legislativa, e, nas últimas décadas, “o maior líder da Região do Seridó”, onde o principal Município é Caicó, terra de Câmara Torres.

Nas Câmaras Municipais de Paraty, Rio Claro, Mangaratiba e Niterói, todas do Estado do Rio de Janeiro, foram apresentadas e aprovadas Moções pelo Centenário de Câmara Torres.

Em Paraty, o Autor da Proposição foi o Vereador Celso Luiz Vieira Coelho – Tekinho Legal (PMDB). A iniciativa da homenagem partiu de Antônio Carlos Marques, o Toninho Marques, servidor público aposentado e artista plástico.



(Acervo Marcelo Câmara)



Em Rio Claro, a Autoria da Moção pela Efeméride, aprovada pelo Plenário,
foi da Mesa Diretora, provocada pelo Vereador Wilson (Latino) Teodoro.



(Acervo Marcelo Câmara)



Em Mangaratiba, o Vereador Renato José Pereira (PSDB) apresentou a Moção do Centenário, da qual foram signatários todos os Membros da Câmara Municipal, aprovando-a por unanimidade. A sugestão da Homenagem foi do ex-Prefeito, Poeta, Professor e Historiador, Emil de Castro.




(Acervo Marcelo Câmara)


Em Niterói, o Presidente da Câmara Municipal, Vereador Paulo Bagueira (SDD) apresentou Moção pelo Centenário de Câmara Torres, sendo aprovada, por unanimidade, pela Casa Legislativa. No texto, o Edil assinalou que o homenageado chegou a Niterói com quinze anos de idade, e, na cidade, militou como líder católico, estudou e se formou na Faculdade de Direito. Destacou que viveu em Niterói por quarenta e dois anos, período que participou, com proeminência, da vida social, cultural, econômico e política. Em Niterói, nasceram três dos seus oito filhos, foi professor, advogou por mais de quatro décadas, exerceu quatro mandatos de Deputado Estadual na Assembleia Legislativa, quando a cidade era Capital do Estado do Rio de Janeiro, teve duas passagens por Secretarias de Estado e foi Membro do Conselho Estadual de Educação.

Na Câmara Municipal de Caicó, RN, a Vereadora Mara Costa (PROS) apresentou a Moção pelo Centenário de José Augusto da Câmara Torres, ilustre filho de Caicó, Terra de Amaro Cavalcanti e de José Augusto Bezerra de Medeiros. Falou das Famílias Nóbrega, Câmara e Torres e da infância do menino na cidade, onde se revelou, precocemente, jornalista e orador aos doze anos, ainda no legendário Grupo Escolar Senador Guerra.




A Moção do Centenário da Câmara Municipal de Caicó, RN, aprovada por unanimidade,
em homenagem à Memória do seu ilustre filho.
(Acervo Marcelo Câmara)

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Incrivelmente, em 2017,
ano do Centenário de Câmara Torres,
apesar de sabedores da Efeméride,
nem o Prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão,
nem a Câmara Municipal, presidida pelo Vereador José A. de A. Vieira,
por nenhum de seus Membros,
se manifestaram sobre o Centenário de Câmara Torres,
mantendo-se silentes e omissos.
Igualmente, a unidade da Ordem dos Advogados - OAB,
em Angra dos Reis, que ele criou e presidiu,
e o Ateneu Angrense de Letras e Artes,
ao qual pertencia - 
se manifestaram acerca da efeméride.
A mesma abstenção ocorreu com empresas,
instituições públicas e privadas angrenses.
Lamentável para a Família de Câmara Torres
para Angra dos Reis, para a História Fluminense.
A Angra dos Reis, José Augusto da Câmara Torres chegou em 1942 como Técnico de Educação e Chefe da Inspetoria da 1ª Região Escolar do Estado do Rio de Janeiro, trabalhando neste cargo e função até fins de 1954, onde construiu e modernizou toda a rede pública do Ensino Básico e ajudou a criar os cursos médios e de segundo grau. De Angra, se lançou à Política, sendo Deputado Estadual e seu principal Representante na Assembleia Legislativa por quatro mandatos sucessivos (16 anos), exerceu liderança e influência política no Município por mais de quatro décadas, consagrando-se como o seu mais importante Homem Público no Século XX. Em Angra, morou por doze anos com a família (1944-1956), onde nasceram cinco dos seus oito filhos. Advogou por mais de meio século no Município e Região. Sua esposa, a professora Gertrudes Nóbrega da Câmara Torres, a Dona Tudinha, formou gerações de angrenses.
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3. MANIFESTAÇÕES DE RESPEITO,

   AMIZADE E AFETO,
    DE PESSOAS E SUAS FAMÍLIAS,
    DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS,
    DIRIGIDAS A MARCELO CÂMARA E FAMÍLIA
    NO CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES.


Foram poucas, raras,
porém sinceras, dignas e valiosas, 
tais manifestações (nomes por ordem alfabética):


De Angra dos Reis: Elias Antônio dos Santos Elias e família, Érico da Fonseca e Maria Helena Ururahy Campos da Fonseca, Maria do Socorro Nóbrega de Aguiar e família, Miguel Assad Isaltino e família, Percília Nóbrega de Aguiar Campos Telles, Ricardo Natal  Bruno e família.

De Paraty: Antônio Carlos Marques e família, Daniel Silveira de Castro, Jorge Nunes da Silva e família, José Benedito Nunes da Silva e família, Luiz Carlos Castro e família, Magali de Oliveira e família, Marilda Oliveira e família, Perolina Vieira Coelho e família, Simone Castro e família, Solange Zambrotti e família, Vanderlei Jerônimo de Araújo e família.

De Rio Claro, RJ: Edna Cardoso, Jorge Quintino, Luiz Octávio Panaino Pinella, Márcia Maria Pinella Pereira, Sidney Panaino, Wilson (Latino) Teodoro.

De Mangaratiba: Emil Crokidakis de Castro, Emil de Castro, Mariano de Oliveira Moreira.

De Niterói: Alexandre Torres, Erthal Rocha, jornal O Fluminense, Luizaura Alves, Paulo Bagueira, Waldenir de Bragança e família.

Do Rio de Janeiro: Comte Bittencourt, João Rabha e família, Júlio Menchise, Paulo Koracakis e família, Pe. José Ricardo Pastura, Regina Coeli Barbosa Sarmento e família, Ricardo Gouveia e família.

De Valença, RJ: Elizabeth Santos Cupello, Mario Pellegrini Cupello.

De Natal, RN: Dadá Costa e família, Diógenes da Cunha Lima, Divaldo Costa, Ormuz Simonetti.

De Caicó, RN: Chintya Regina Costa.

De São João Del Rey, MG: Francisco Braga e família.

De Lisboa, Portugal: Céres Vidal.

De Donauwoerth, Alemanha: Osmar de Oliveira Moreira e família.

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A PARTIDA DE CÂMARA TORRES - DEPOIMENTOS

 

CENTENÁRIO DE CÂMARA TORRES
1917 - 2017
José Augusto da Câmara Torres
(* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 2017)
Jornalista, Educador, Advogado, Político
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A PARTIDA DE CÂMARA TORRES
DEPOIMENTOS






A Família, em casa, numa data festiva, em 1973. O casal e os oito filhos. 
Da esq. p/ à dir.: Marília, Maria Tereza, Marcelo, José Augusto, Maria Cláudia, Márcia,
Tudinha, Marta, Maria Beatriz e, em primeiro plano, Marcos Augusto.
(Acervo Marcelo Câmara)


1. A PARTIDA


Numa tarde de sexta-feira, 22 de agosto de 1998, José Augusto da Câmara Torres falece aos oitenta e um anos no Hospital do Ingá / Instituto de Urologia e Nefrologia, em Niterói, em decorrência de insuficiência cardíaca e renal, agravada pelo diabetes. O velório e o sepultamento ocorrem no Parque da Colina, no dia seguinte, na mesma cidade, onde comparecem, além da família, centenas de amigos de Niterói, Angra, Paraty, Rio Claro, Mangaratiba e outros Municípios. Entre eles, os ex-deputados Flávio Palmier da Veiga, Aécio Nanci e Saramago Pinheiro, os dois últimos seus maiores amigos que conviveram com ele na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A missa de Sétimo Dia é celebrada na Basílica Nossa Senhora Auxiliadora.



A nota de O Fluminense, de 23.8.1998, foi verídica
quanto à data e o local do óbito. Porém equivocada
quanto ao Magistério exercido por Câmara Torres.
Durante a juventude, dos 20 aos 24 anos,
lecionou História do Brasil, História Geral,
Língua Portuguesa  e Literatura Brasileira,
somente em Niterói.
(Imagem: FBN - Acervo Marcelo Câmara)





Na partida de Câmara Torres, a homenagem do Maré Jornal Comunitário,
de Angra dos Reis, na edição de 28.8.1998.
(Foto: Maré Jornal Comunitário - Acervo Marcelo Câmara)




Este anúncio foi publicado em O Fluminense
em três edições de três dias sucessivos: 26, 27 e 28 de agosto de 1998.
(Imagem: FBN - Acervo Marcelo Câmara)




O Fluminense, edição de 28.8.1998.
(Imagem: FBN - Acervo Marcelo Câmara)

2. DOIS DEPOIMENTOS

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O DEPOIMENTO SOBRE O HOMEM E O POLÍTICO


Câmara Torres foi uma legenda moral
de dignidade, correção e trabalho,
de doação às causas populares,
o que fazia dele um homem público por excelência,
honrado, leal, destemido e produtivo,
com inestimáveis serviços prestados ao Estado

Ewaldo Saramago Pinheiro
no dia do falecimento de Câmara Torres.

Advogado, seis vezes Deputado Estadual,
duas vezes Presidente da Assembleia Legislativa,
Secretário de Estado de três governos,
Deputado Federal por dois mandatos.

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O DEPOIMENTO DE UM FILHO


"(...) Acima de todos os meus mestres, está meu pai. (...)
Para mim, ele foi o homem mais eminente e importante em tudo que sonhou, em tudo que foi, em tudo que criou e construiu,
modelo de vida e convívio,
meu ídolo, minha luz, bússola e caminho de vida.
Ele foi o melhor irmão, o maior amigo.
Aquele que mais me amou e a quem eu mais admirei e amei
como Homem, cidadão, intelectual,
profissional de vários saberes e fazeres. 

E tudo isto somente ele o foi, e continua sendo para mim, e em mim,
porque abrigou em seu coração, além de Deus, do Bem e do Justo,
uma Mulher, para mim, igualmente, exemplo de perfeição humana,
sabedoria, de entrega e infinita ternura: minha mãe,
 Gertrudes Nóbrega da Câmara Torres, a Dona Tudinha. (...)"

MARCELO Nóbrega da CÂMARA Torres
Vinte anos após a sua partida

Excerto da Oração-ensaio Raul Pompeia: o Gênio feito Homem,
ao tomar posse na Cadeira 37, patronímica de Raul Pompeia,
na Academia Fluminense de Letras, julho de 2018.
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Ao final do Capítulo
O JOVEM E REVOLUCIONÁRIO TÉCNICO DE EDUCAÇÃO,
o leitor encontrará vários depoimentos sobre o Homem Público
- jornalista, intelectual, educador, advogado e político -
a maioria consignados quando se celebrou os seus 70 anos.
E outros após a sua partida.
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JOSÉ AUGUSTO
DA CÂMARA TORRES,
POR ELE MESMO:


“Resumindo no que acredito e procuro praticar, dentro das minhas limitações e pecados, com consciência e responsabilidade, no Lar, no Trabalho, na Vida Pública, comigo mesmo:

Os valores, as ideias, os sentimentos e as ações que dão sentido à Vida são – além da proximidade com Deus, a fé cristã, a identidade e obediência a Deus – o Bem, o Bom e o Justo. Ou seja: a dignidade e o caráter da pessoa humana acima de tudo; a honra pessoal prevalecente; prioridade à Família, seus membros, valores e referências; o respeito, solidariedade e amor ao próximo, independente da sua etnia, sexo, crença, posição filosófica, ideológica, opinião política; a verdade em qualquer lugar e circunstância; a humildade que eleva; o servir com alegria, sem nada desejar como recompensa; a esperança resistente e renovada; o idealismo sempre; o trabalho que cria, constrói e agrega; a honestidade e a lealdade na palavra e na ação; o estudo que busca o saber e a Cultura, visando ao crescimento e à felicidade humana, individual e social; a arte que sublima, descobre e conduz ao sonho, ao pensamento e à beleza; o agir para o outro, para a Comunidade; o trabalho que constrói e felicita o outro.

Sem se dar, criar e construir, não há como ser verdadeiro, pleno, inteiro de corpo e alma.”

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Marcelo Câmara é muito grato aos que prestaram
valiosos e históricos
Depoimentos sobre Câmara Torres,
quando ele ainda vivia, antes e no decorrer da construção desta Biografia.
As dezenas de testemunhos foram acerca do convívio com ele,
sobre o que leram dele ou sobre ele,
o que viam nele e/ou o que dele conheceram.
Muitos depoentes não estão mais entre nós,
e recebem a gratidão e a saudade do autor dessa Biografia.

De Angra dos Reis: Amoacir Lage, Aydil Lima da Rocha, Carlos Alberto Gibrail Rocha, Elias Antônio dos Santos Elias, Francisco Pereira Rocha, Heitor Chagas da Rocha, João Luiz Gibrail Rocha, José Belmiro da Paixão, Luizaura Alves, Maria Carlota da Costa Madeira, Maria Helena Ururahy Campos da Fonseca, Miguel Assad Isaltino, Ricardo Bruno.

De Paraty: Antônio Carlos Marques, Antônio Núbile França, Aricléa Santos de Araújo Marques, Benedita Vieira de Oliveira, Cilencina de Oliveira Mello, Daniel Silveira de Castro, Geísa Panaro Ramiro, José Benedito Nunes da Silva, José Plínio Rubem de Oliveira, Maria Thereza Corrêa Ermelich, Norival Rubem de Oliveira, Osmar de Oliveira Moreira, Osvaldo de Oliveira Moreira, Sérgio de Souza França, Vanderlei Jerônimo de Araújo.

De Rio Claro: Luiz Octávio Panaino Pinella, Sidney Panaino, Waldemar Alves de Souza e Silva, Wilson Itamar de Oliveira Coelho.

De Mangaratiba: Emil de Castro.

Do Rio de JaneiroAlberto Grabowsky, José Artur Rios, João Manuel Caldas Elias Rabha, Marcos Almir Madeira.

De Niterói: Dayl de Almeida, Lyad de Almeida, Emílio Miotti, Emmanuel de Bragança de Macedo Soares, Erthal Rocha, Francisco Portugal Neves, Geraldo Bezerra de Menezes, João José Ribeiro Galindo, Waldenir de Bragança.

De Brasília: Anselmo Macieira, Celso Peçanha.

De Caicó: Waldemar Nóbrega.

De Valença: Mário Pellegrini Cupello.

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